O prefeito de Itaúna do Sul (84 km a noroeste de Paranavaí), Pedro Castanhari (PFL), disse que vai abrir uma estrada paralela à PR 182 e interditar a rodovia estadual. A decisão foi tomada ontem à tarde durante um protesto organizado por lideranças políticas e comunitárias da região. ‘‘Vamos aguardar uns dias pela resposta à reivindicação e se o governo não tomar providências, vamos abrir outra estrada’’, avisou o prefeito.
Os manifestantes bloquearam a PR 182 por 40 minutos e comemoraram o ‘‘aniversário’’ de um ano dos buracos que tomam conta de oito quilômetros da rodovia. Castanhari explicou que a PR 182 liga o Paraná ao interior de São Paulo e ao Mato Grosso do Sul e é usada para o escoamento da safra de mandioca dos produtores da região. ‘‘A estrada está intransitável e os municípios que dependem dela sofrem as consequências’’, disse o prefeito.
Segundo Castanhari, há mais de 90 dias a prefeitura reivindica do secretário dos Transportes do Estado, Nelson Justus, pelo menos uma operação tapa-buracos na rodovia. ‘‘O secretário está despreparado para o cargo e ainda coloca o governo em uma péssima situação, porque não vamos parar de protestar’’, criticou o prefeito. Castanhari disse que a prefeitura de Diamante do Norte também vai ajudar na abertura de uma estrada de terra paralela à rodovia, caso o governo não tome providências.
Protestos pelas precárias condições das estradas estaduais não pedagiadas das regiões de Maringá e Paranavaí estão sendo realizadas desde o ano passado. Em uma das manifestações neste ano, lideranças políticas e comunitárias chegaram a plantar bananeiras nos buracos da PR 218, entre Santa Isabel do Ivaí e Santa Cruz do Monte Castelo, região de Paranavaí. Em outro trecho da mesma rodovia, entre a BR 376 e Atalaia, manifestantes utilizaram recursos próprios para tapar os buracos com terra e cascalho.
O chefe regional do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), José Ferreira Heidgger, disse ontem que a operação tapa-buracos na PR 182 demorou por causa de atrasos na licitação para compra de pedras, emulsão asfáltica e diesel. ‘‘Fiquei surpreso com o protesto porque achei que a operação já estava na estrada’’, afirmou Heidgger. Ele garantiu que as máquinas deveriam chegar ontem mesmo na pista.

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