Dimitri do Valle
De Curitiba
Cerca de 100 moradores do conjunto Caiuá, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), bloquearam ontem à tarde duas das três pistas da Avenida Juscelino Kubitschek. Eles protestaram durante duas horas contra a falta de sinalização na avenida que é o principal acesso usado por caminhões que transportam produtos fabricados pelas empresas da CIC. Desde o mês passado, cinco pessoas morreram em acidentes na JK. Quatro delas foram atropeladas.
O último acidente fatal aconteceu por volta das 21h30 de domingo. Um monza desgovernado saiu da terceira pista, que ainda está em fase de conclusão, e derrubou um poste. Um rapaz do bairro que estava no veículo morreu no local. Os moradores dizem que a causa do acidente está ligada a um desvio mal sinalizado. O motorista não teve tempo de reduzir a velocidade para entrar na segunda pista. Segundo os manifestantes, a única orientação existente para os motoristas são tonéis de óleo. As obras da terceira pista estariam paradas há noves meses.
Por causa dos frequentes atropelamentos, os moradores exigem a instalação de uma passarela a instalação de lombadas para reduzir a velocidade dos veículos. Eles deram prazo para que uma solução seja encontrada até a próxima sexta-feira. Caso contrário, vão bloquear novamente a avenida. Eles ameaçam paralisar as três vias com pedaços de madeira e pneus, como demonstraram ontem. O vice-presidente da Associação de Moradores do Jardim Vera Cruz, Expedito José da Silva, disse que os moradores vão solicitar uma audiência no Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) para apresentar as reivindicações.
Próximo ao local da manifestação, outro ponto bastante movimentado da avenida JK é o cruzamento com a rua Raul Pompéia. O representante comercialo Eduardo Herrero Peres sugere a instalação de uma semáforo de três tempos que poderia reduzir o número de acidentes na região. Há 20 dias, ele recordou que uma criança de quatro meses morreu num acidente ocorrido no cruzamento. ‘‘As ruas são feitas para servir a população e não para fazê-la cair em uma armadilha’’, diz Peres. Diariamente, a avenida principal da CIC é ponto de circulação de centenas de crianças que frequentam quatro creches e quatro escolas públicas.

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