Cascavel - Foi pequena a adesão ao protesto realizado ontem na BR-163, entre Marechal Cândido Rondon e Guaíra (141 km a sudoeste de Umuarama). Por causa da ampla divulgação do protesto, muitos motoristas e empresas de ônibus modificaram o roteiro e o horário do itinerário para não ficarem por uma hora e meia parados durante a manifestação. O ato foi coordenado por vereadores de oito municípios da região oeste.
Apesar da adesão ter sido menor que o esperado, os organizadores ficaram satisfeitos com a repercussão do ato organizado para reivindicar mais agilidade para o início das obras de restauração do asfalto. Nos últimos anos, somente operações tapa-buracos foram feitas ao longo dos 63 km de extensão da rodovia. ''Em três meses os buracos reaparecem. É preciso refazer totalmente o asfalto'', disse o vereador rondonense, Genésio Machiner.
Ele ressaltou que a recuperação da estrada está inserida no programa de restauração de rodovias federais com financiamento de organismos de créditos internacionais. No caso da BR-163, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), já liberou R$ 11,4 milhões para as obras. A empresa responsável pela restauração assinou contrato de licitação em dezembro do ano passado, e agora espera a escolha da empresa que fará a fiscalização, uma exigência do banco, para iniciar os trabalhos.
Machiner acrescenta que além do novo asfalto, outra reivindicação é pela construção de acostamento e de uma terceira pista em locais estratégicos. Ele completa que desde o início do ano foram registrados 32 acidentes, com 18 feridos e três vítimas fatais. O vereador frisa que a rodovia é ''muito importante'', pois liga os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, além do Brasil com o Paraguai, através de Guaíra.
O caminhoneiro Paulo Derci Reis mora em Mercedes (110 km a oeste de Cascavel), e utiliza diariamente a rodovia para fazer transporte de cargas. Ele diz que a situação da rodovia fica mais complicada durante o período de safra, quando o fluxo de veículos pesados aumenta. Reis reclama que a falta de acostamento obriga tratores a andarem na pista de rolamento. ''Já perdi muitos pneus por causa dos buracos. E perdi pessoas queridas também'', conclui.

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