Gilson AbreuJoão Bossi com foto do filho Leandro e faixa de protesto no centro da cidadeHá exatamente cinco anos, o garoto Leandro Bossi, na época com oito anos, desapareceu durante um show em Guaratuba, litoral do Estado. Sem nada a comemorar pela data, o pai do menino, João Bossi, veio ontem à Curitiba protestar contra o descaso das autoridades que, em sua opinião, abandonaram as investigações.
Segurando uma faixa onde estava escrito: ‘‘Onde está Leandro, Justiça Brasileira?’’, Bossi fez sua manifestação silenciosa na Praça Carlos Gomes, centro da cidade, durante grande parte da manhã. Ele disse estar angustiado e esperançoso em receber alguma informação.
‘‘Primeiro o Diógenes Caetano disse que sabia onde estava enterrado o corpo do meu filho, depois foi aquele investigador Walmir Battu (Bureau Internacional de Busca às Crianças Desaparecidas) que disse que sabia onde estava o meu filho, vivo’’, desabafou. ‘‘Quero saber se alguém está investigando isso.’’
Ele também reclamou que nunca mais teve notícias de Diogo Moreira, o garoto trazido ao Paraná por engano, no lugar do seu filho. ‘‘Tenho saudades e gostaria muito de falar com ele novamente’’, disse.
O superintendente do Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas), Renato Ferreira, afirma que as investigações continuam, embora alguns casos sejam considerados de difícil solução. O órgão espera obter novidades este ano com base em informações que estão sendo checadas.
Para Arlete Caramês, mãe do menino Guilherme Caramês Tibúrtius, desaparecido aos 8 anos, as investigações continuam na estaca zero. ‘‘Ninguém tem feito nada’’, afirma.

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