Em Curitiba aproximadamente 2 mil professores e estudantes participaram das manifestações. A categoria se reuniu na Praça Santos Andrade, em frente à Universidade Federal do Paraná (UFPR), e seguiu em passeata até a Assembléia Legislativa. A intenção era solicitar aos deputados estaduais que intermediassem as negociações com o governo e convencê-los a derrubar o decreto 4.313, da Secretaria de Educação, que trata do processo de escolha dos diretores nas escolas e suspender o projeto 411/00, que extingue a carreira estatutária.
Os professores também queriam forçar uma negociação com o secretário estadual de Planejamento, Miguel Salomão, que foi à Assembléia apresentar a prestação de contas do governo. O secretário acabou não recebendo os professores. Mas em reunião com o presidente da Casa, deputado estadual Hermas Brandão, os representantes dos professores entregaram a pauta de reivindicações da categoria, impressa em um pano vermelho com 30 metros de comprimento. Em seguida, em frente ao prédio da Assembléia, eles queimaram dois cartazes simbolizando os dois projetos que pretendem que sejam revogados.
Apesar de não conversar com a categoria, o secretário afirmou que o Estado seria irresponsável se concedesse um reajuste neste momento. ''Primeiro temos que aguardar o resultado da privatização da Copel para ver que tipo de folga no orçamento teremos para os salários'', disse, garantindo que a prioridade, em caso de folga orçamentária, será o reajuste dos servidores.
Segundo a presidente do Núcleo Sindical de Curitiba e Região da APP-Sindicato, Maria Helena Guarezi, os professores estão indignados com a posição dos deputados no que se refere à votação dos projetos. Em reunião com os parlamentares no último dia 18, de acordo com ela, foi elaborado um projeto derrubando o decreto 4.313. O projeto teve a assinatura de 28 deputados, o que garantiria sua aprovação. Mas nas duas sessões em que iria à votação, nos dias 25 e 26, a bancada governista abandonou o plenário para não dar quorum. A próxima sessão para votação do projeto está marcada para segunda-feira.
Hoje os sindicalistas devem montar uma barraca na Boca Maldita, no centro de Curitiba, para esclarecer a população sobre o movimento.

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