Curitiba - Um ato público, realizado na manhã de ontem, no Centro, marcou os dois anos do assassinato da menina Rachel Lobo Genofre. Ela tinha 9 anos quando foi morta, esquartejada, e seu corpo, encontrado dentro de uma mala na rodoviária da cidade.
  Durante o protesto, organizado pela União Brasileira de Mulheres (Seção Paraná), os manifestantes cobraram uma solução para o caso e mais políticas de proteção às mulheres e crianças.
  Em entrevista à FOLHA, a mãe de Rachel, Maria Cristina Lobo, afirmou que o crime foi reflexo de um ‘‘problema social’’. ‘‘Muitas crianças têm de ir e vir sozinhas, pois os pais estão trabalhando. Enquanto isso, criminosos estão à solta e podem assediá-las.’’
  Ela também falou sobre a atuação da polícia, que segue investigando o caso. ‘‘Estamos em contato permanente com eles, que sempre nos informam das nova denúncias. Mas faltam recursos, de forma geral, para investigar esse tipo de crime’’, afirma.
  Rachel morreu no dia 3 de novembro de 2008 e foi encontrada dois dias depois, com vestígios de abuso sexual e estrangulamento. A menina foi vista pela última vez na Praça Rui Barbosa, onde pegava, sozinha, o ônibus para casa, na Vila Guaíra. Desde então, a Delegacia e Vigilância e Capturas já deteve três suspeitos do crime, mas exames de DNA os inocentaram.

mockup