Protesto isola centenas de pessoas
Valmir Denardin
Além de prejudicar o comércio paraguaio, o bloqueio da Ponte da Amizade isolou centenas de pessoas dos dois lados da fronteira. Sacoleiros e moradores da região, que precisavam cruzar a ponte, única ligação física entre os dois países, acabaram retidos durante todo o sábado e a madrugada de domingo.
‘‘Eles (os maninfestantes) estão prejudicando os dois lados. Isso é uma questão de negociação política entre os dois governos’’, analisa o técnico em eletrônica Humberto Nascimento da Costa, de 25 anos, funcionário de uma loja de produtos eletrônicos de Ciudad del Este. Costa é um dos cerca de 10 mil moradores de Foz do Iguaçu que trabalham na cidade paraguaia.
O sacoleiro Isaías Martins, de 35 anos, que mora em Santos (SP), passou a noite de sábado acordado em Ciudad del Este, à espera da liberação da passagem para o lado brasileiro. Ele só conseguiu cruzar a ponte às 13 horas de ontem.
Um grupo de 20 sacoleiros de Porto Alegre (RS) aproveitou um dos períodos de passagem livre, ontem pela manhã, para tentar fazer compras em Ciudad del Este. Eles voltaram uma hora depois, de mãos vazias. As lojas do centro comercial não abriram as portas no domingo.

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