Da Redação
O protesto iniciado ontem por caminhoneiros do Paraná contra o reajuste nas tarifas do pedágio – que começou a vigor ontem –, conseguiu a adesão de poucos motoristas no período da manhã por falta de coordenação do movimento. A ausência de líderes foi devido as liminares conseguidas pelas empresas concessionárias do Anel de Integração, impedindo a participação de sindicatos da categoria na manifestação.
Na praça de pedágio de Arapongas, no Norte do Estado, a 2ª Companhia da Polícia Rodoviária Estadual considerou o protesto aquém do esperado. Em Jataizinho, também no Norte do Paraná, o movimento contou com a participação de cerca de 50 caminhões, que por cerca de quatro horas permaneceram estacionados no pátio de um posto de combustível e no acostamento da BR-369.
No início da tarde, um novo foco de manifestação surgiu no trevo entre Londrina e Cambé, mas também com a participação de poucos caminhoneiros. A situação nas três localidades foi controlada pela Polícia Rodoviária.
Mas em Cascavel, no Oeste do Estado, o protesto dos caminhoneiros gerou revolta entre os dirigentes de cooperativas rurais. Eles reclamaram que os veículos com cargas agropecuárias, principalmente frangos transportados das granjas para os abatedouros, foram barrados nos bloqueios formados pelos manifestantes.
Só no final da tarde o movimento ganhou força, sobretudo em Ponta Grosso e em Foz do Iguaçu. Em Ponta Grossa, segundo o coordenador do Movimento União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, que veio ao Paraná ontem para apoiar a manifestação, cerca de 3.500 caminhões estavam concentrados nas proximidades de um posto de combustível. Os número da Polícia Rodoviária, no entanto, não chegam a um terço: cerca de 1.000 veículos estariam em Ponta Grossa.
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