Protesto fecha rua e pede segurança
Um protesto reivindicando mais segurança na Avenida Carlos Cavalcanti, uma das vias mais movimentadas dePonta Grossa, reuniu ontem dezenas de pessoas entre estudantes, políticos, comerciantes e moradores da região. A manifestação acontece logo após a morte do operário Adão Rosa, 23 anos, que na noite do último domingo foi atropelado em frente ao campus da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no bairro de Uvaranas.
Os manifestantes interditaram a avenida queimando pneus e pedaços de pau. O Corpo de Bombeiros teve que ser chamado para acabar com o fogo. Devido a grande quantidade de material inflamável, o fogo atingiu proporções que poderiam ameaçar a segurança das áreas às margens da avenida.
Durante o protesto, que fechou a Carlos Cavalcanti das 12 às 13 horas, formou-se um grande congestionamento nos dois sentidos da avenida. Os manifestantes pediam o reforço da sinalização de trânsito no local, com a construção de novas lombadas e calçadas para a circulação dos pedestres. Além do campus da UEPG, ao longo de todo a avenida existem outras 10 escolas.
A movimentação chamou a atenção do prefeito Jocelito Canto (sem partido), que foi até o local do protesto ouvir os manifestantes. Apesar de não reconhecer a responsabilidade da construção das calçadas, ele garantiu que ainda esta semana a prefeitura estará providenciando as obras de segurança nos trechos considerados mais perigosos da avenida.
Pelos números apresentados pelos moradores da região, nos últimos 10 anos 15 pessoas morreram atropeladas na Carlos Cavalcanti. No ano passado o caso da morte de uma professora causou repercussão e muita polêmica em torno da segurança na avenida. Depois dessa morte, com a implantação de um sistema de cones e a fiscalização permanente de agentes de trânsito, as ocorrências foram reduzidas.
A avenida faz ligação com uma região da cidade que abriga várias indústrias e, em função disso, apresenta intenso tráfego de caminhões. O limite de velocidade no trecho é 40 quilômetros por hora mas o Batalhão de Trânsito já flagrou veículos pesados trafegando a mais de 90 quilômetros por hora no local.
Além das mortes, os atropelamentos com vítimas que apresentam ferimentos generalizados já se tornaram comuns ao longo dos aproximadamente 8 quilômetros da avenida.





