Protesto fecha Rodovia do Xisto
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quarta-feira, 29 de agosto de 2001
Katia Michelle<BR>De Curitiba 
Protesto de moradores e lideranças políticas de 30 municípios fechou ontem a Rodovia do Xisto (BR-476) por cinco horas. A promessa do Ministério do Transporte de marcar audiência entre o ministro Elizeu Padilha e representantes da Comissão Pró-Restauração da Rodovia do Xisto, que liga Curitiba a São Mateus do Sul, pôs fim ao protesto. A manifestação começou às 8 horas, no trevo de acesso ao município da Lapa, a 80 quilômetros de Curitiba, e ao meio-dia o engarrafamento da rodovia já atingia cinco quilômetros nos dois sentidos.
Os integrantes da comissão alegam a população da região é prejudicada pelo estado precário da rodovia e pedem mais agilidade do governo para restauração da estrada. As reformas estão orçadas em R$ 12 milhões e as obras já foram licitadas, mas o Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) alega que os recursos ainda não foram liberados pelo governo federal. O DNER divulgou ontem que está previsto para setembro liberação de verba para reformas de rodovias paranaenses. O órgão espera que os recursos destinados à Rodovia do Xisto sejam liberados até o mês que vem.
O DNER admitiu, através da assessoria de imprensa, que o estado da rodovia é precário e sua restauração demanda urgência. Por isso, o departamento tomou medidas paliativas e liberou R$ 830 mil para obras emergenciais, como tapa buracos e abertura de acostamento. ''Mas isso não é o suficiente'', ressalta o presidente da Associação dos Taxistas da Lapa e membro da Comissão Pró-Restauração da Rodovia, Cesar Linhares.
Ele espera que a reunião com o ministro dos transportes que deve definir o cronograma de restauração da estrada seja definido até amanhã. ''Caso contrário vamos fechar a rodovia novamente, quantas vezes forem necessárias'', ameaça.
Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, a BR-476 se transformou em rota de fuga para motoristas que querem se livrar do pedágio, o que aumenta o tráfego e acelera a deterioração da estrada. O trecho mais perigoso da rodovia vai do km 10 ao km 46 (em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba), onde até o mês de julho ocorreram 145 acidentes, com seis mortes e 51 feridos.


