As taxas de pedágio cobradas nas rodovias do Anel de Integração provocaram mais uma manifestação. Ontem pela manhã, cinco entidades sindicais de transportes de cargas do Paraná bloquearam as duas pistas da BR-277 entre Curitiba e Ponta Grossa. Durante três horas, os manifestantes se concentraram a 300 metros da praça de pedágio da concessionária Rodonorte, no distrito de São Luiz do Purunã, entre os municípios de Campo Largo e Balsa Nova. A proposta dos organizadores do movimento é de que a taxa para caminhões seja reduzida para R$ 1,00 por eixo. Nessa praça, a cobrança começou à zero hora de terça-feira, com a tarifa mínima fixada em R$ 2,30.
Os representantes das transportadoras deram prazo de 30 dias para o governo do Estado baixar o preço das tarifas. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Ponta Grossa, Ademar Correia da Silva Barbosa disse que a categoria pode deixar de realizar o transporte da safra agrícola. ‘‘O preço das tarifas tem que ser revisto’’, comentou o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Foz do Iguaçu, Saulo Ivo Lamb. O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná, Anselmo Trombini, disse que as transportadoras não têm condições de absorver os custos do pedágio. ‘‘Muitos caminhoneiros terão de parar’’.
De acordo com o presidente da concessionária Rodonorte, Geraldo Villin Prado, o prejuízo contabilizado com a manifestação chegou a R$ 25 mil. Após o término do bloqueio, Villin ordenou a abertura das cancelas para desafogar o trânsito nos dois sentidos da BR-277 entre 12 horas e 13h30. Ele classificou a atitude dos transportadores de carga como ‘‘coisas naturais de um estado democrático e de direito’’. Villin alegou que está apenas cumprindo o contrato de exploração do pedágio estabelecido com o governo do Estado. Os congestionamentos nos dois sentidos da rodovia foram de 12 quilômetros. Desvios foram organizados pelos municípios de Palmeira e Balsa Nova.
A Polícia Rodoviária Estadual e os sindicalistas também divergiram no número de caminhões que participaram do protesto. O capitão Antônio Carlos do Carmo, da PRE, informou que cerca de 200 caminhões contribuíram no fechamento da BR. Cinquenta caminhoneiros, segundo ele, seriam multados por trancar o acostamento por onde transitavam veículos pequenos, ambulâncias e ônibus. Os manifestantes disseram que cerca de 1000 caminhões se concentraram no bloqueio.
A assessoria do Secretário dos Transportes, Heinz Herwig, informou que não se manifestaria sobre o protesto. O responsável pelo Comando do Policiamento do Interior (CPI), coronel Walter Cardoso de Aguiar, alertou ontem que a PM vai reprimir as próximas manifestações que impedirem o tráfego de veículos. ‘‘Se for preciso, vamos tomar medidas enérgicas’’, avisou.

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