O não pagamento da última parcela do 13º e o atraso nos salários de dezembro levaram ontem dezenas de funcionários do Hospital Evangélico de Londrina (HEL) a protestar contra a direção, paralisando parte dos serviços no período da manhã. A paralisação atingiu o centro cirúrgico, centro de materiais e a farmácia do hospital. Dez cirurgias foram canceladas. O hospital tem 984 funcionários.
O atraso nos salários, segundo o auxiliar de enfermagem Marcos Antônio Costa e Silva, vem ocorrendo há cerca de três anos, sem que o hospital desse explicações aos funcionários. A também auxiliar de enfermagem Michelle Maria Bueno de Miranda reclamou das reposições salariais não concedidas. Com isso, o contrato incial da categoria que era de cinco salários, hoje estaria em pouco mais de dois salários. Até ontem eles não tinham recebido nem mesmo os vales-transporte. ‘‘Três pessoas da farmácia não vieram ao trabalho hoje por não ter dinheiro para o ônibus’’, protestou.
Após uma reunião realizada no final da manhã entre os diretores do Evangélico, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (Sinsaúde) e representantes dos funcionários, os vales-transportes foram liberados. Segundo a assessoria do hospital, numa outra reunião realizada às 13 horas foi acertado o pagamento dos salários na próxima segunda-feira e os trabalhos foram retomados imediatamente.
Mas o hospital, de acordo com a assessoria, não possui verba para o pagamento da última parcela do 13º salário, cujo valor totaliza R$ 250 mil. A direção do hospital está em busca de recursos no exterior. Nessa reunião foi formada uma comissão com representantes da direção e de sete funcionários que estarão discutindo formas para esse pagamento.

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