Cansados com os constantes furtos, alunos e professores de estabelecimento de ensino de Londrina pedem a construção de muro
Alunos, professores e funcionários do Colégio Estadual Professor Paulo Freire, localizado no Jardim Piza (zona sul), em Londrina, estão revoltados com os frequentes roubos e a ação de vândalos na escola. Ontem, os alunos fizeram cartazes e se concentraram na frente do colégio para pedir providências do governo estadual. A maior reivindicação é a construção de um muro em volta do prédio da instituição, que hoje só tem uma cerca de arame.
O último furto na escola aconteceu por volta da uma hora da madrugada de ontem. Assaltantes pularam a cerca, arrombaram a porta de um depósito de materiais de limpeza, anexo à cantina, e levaram um forno microondas, além de alguns fardos de doces e salgadinhos. O microondas foi encontrado depois em um terreno próximo da escola.
Segundo a diretora-geral do Colégio Paulo Freire, Edi Helena Angelo, a escola conta com um sistema de alarme. Mas ele não foi suficiente para evitar o furto. ‘‘Mesmo com o sistema de alarme, deu tempo dos ladrões fugirem, antes que chegasse a segurança com a polícia’’, disse.
De acordo com Edi Helena, se houvesse um muro cercando a escola, seriam instalados pontos de alarme nele, que disparariam assim que alguém entrasse no pátio da instituição.
A escola também sofre com a ação de vândalos. Sueli Alves Vasone, funcionária do Paulo Freire, disse que sempre encontra seringas, pontas de cigarro de maconha, camisinhas e até mesmo fezes humanas no pátio do colégio e no refeitório, principalmente às segundas-feiras. ‘‘No final de semana a escola é invadida por mendigos e desocupados’’, reclamou.
Edi Helena contou também que os vândalos quebram cadeados, lâmpadas e vidraças e entopem as fechaduras. ‘‘Nós gastamos R$ 50,00 por mês com o alarme e ainda temos que gastar boa parte do dinheiro que seria utilizado para repor materiais de limpeza e de secretaria comprando lâmpadas novas, vidraças e fechaduras’’, disse.
Há dois anos e meio na direção da escola, Edi Helena já pediu ‘‘umas dez vezes’’, através de ofício, a construção do muro ao governo estadual. O último foi emitido no dia 15 e, segundo ela, a resposta sempre foi a mesma: ‘‘Estamos analisando’’. ‘‘Já mandei inclusive planilha de custos. Só falta liberar a verba’’, informou. De acordo com ela, a escola também precisa de uma reforma na central de gás, diagnosticado pelo Corpo de Bombeiros, e luz de emergência, para as turmas da noite.
O aluno do 1º ano do ensino médio, Marco Aurélio de Assunção, 15 anos, reclamou da situação. ‘‘Há cinco anos estudo aqui e acompanho o impasse. Eu queria que o governo olhasse mais para a nossa escola, afinal, pagamos impostos para quê?’’, questionou.
Jair Canello, chefe do departamento de engenharia da Fundepar, informou que o ofício protocolado em 27/9/99, pela escola, já foi analisado. ‘‘Optamos por um muro paliteiro, com 2,5 metros de altura, que deve dificultar o acesso de ladrões à escola’’. O custo, segundo ele, será de R$ 58 mil. De acordo com Canello, a avaliação será enviada na próxima semana para o Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (CRAF), que autoriza e libera o recurso necessário para a obra. ‘‘Não existe um prazo para o recurso ser liberado, depende da gravidade da situação e da disponibilidade de verbas. Mas eu acredito que o pedido da escola seja atendido em breve’’, afirmou.
Ele comentou ainda que a solicitação para instalação de extintores de incêndio, abrigo para gás e iluminação de emergência, orçados em R$ 3,4 mil, já está sendo estudado.

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