Protesto em Primeiro de Maio
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quarta-feira, 20 de novembro de 1996
Da Redação 
PRIMEIRO DE MAIO - Os 348 servidores públicos de Primeiro de Maio (61 quilômetros ao norte de Londrina) estão parados desde ontem por atraso dos pagamentos de setembro e outubro. Ontem, durante todo o dia, eles fizeram manifestação na frente da prefeitura. O presidente do Sindicato dos Servidores, Ismael Benito Pereira, informou que a dívida da folha de pagamento é de R$ 264 mil.
Segundo ele, foi o sindicato que estipulou um prazo de 24 horas para uma resposta do Executivo antes de definir uma greve. Nós não voltaremos ao trabalho enquanto não recebermos pelo menos parte dos salários atrasados, afirmou. Pereira garante que a prefeitura tem dinheiro para a folha de pagamento. A arrecadação de outubro foi de R$ 246,5 mil. Ele acredita que o atraso seja por questões políticas. O candidato apoiado pelo prefeito perdeu as eleições e ele alega que nós não demos o apoio necessário.
Para os funcionários, a paralisação é a forma mais adequada de sensibilizar o Executivo. É uma demosntração que estamos descontentes com o que está acontecendo, disse a professora Suela Rodrigues Petrini. Segundo ela, os funcionários não estão brigando com Pereira enquanto pessoa, e sim pelos deveres que ele tem como prefeito. A situação chegou ao extremo de trabalhadores não ter o que por na mesa pra comer, comentou o apontador de mão-de-obra, João Martinoti. É difícil acreditar que uma cidade pequena como essa, onde todos se conhecem, tenha gente passando fome, lamentou a professora Silmara Cândida de Oliveira Camezini.
Ontem, o prefeito José Devaldo Pedrinelli (PTB) encontrava-se em repouso médico e não pôde prestar esclarecimentos. O advogado da prefeitura, Newton Rodrigues, informou aos funcionários que o prefeito se reunirá com eles hoje, às 9 horas, para definir a situação.


