Centenas de professores, pais e alunos bloquearam ontem pela manhã a Avenida Carlos Cavalcanti, no bairro de Uvaranas, em Ponta Grossa, em protesto à falta de segurança no trânsito. Além de reivindicar mais sinalização, os manifestantes querem que o município implante no local um sistema que force a redução da velocidade praticada pelos motoristas.
Luiz Alberto Guimarães, diretor do Colégio Estadual Borell Du Vernay, disse que a velocidade média dos veículos na Carlos Cavalcanti é de 60 a 70 quilômetros/hora. Na avaliação do professor, é uma velocidade muito alta e perigosa para um trecho urbano. No protesto de ontem aproximadamente 1,5 mil pessoas participaram da manifestação, a 4 quilômetros do centro da cidade, por pouco mais de 1 hora.
No ano passado uma professora morreu atropelada em um dos trechos da avenida onde existe uma concentração de escolas públicas municipais e estaduais. Esta semana um aluno foi atropelado, sem que o motorista infrator tenha prestado socorro. Geverson Domingues da Silva, de 14 anos, sofreu ferimentos leves e ainda foi agredido verbalmente pelo motorista.
O professor Luiz Alberto conta que já foram feitas inúmeras solicitações ao poder público, no sentido de garantir melhor segurança para os pedestres que transitam pela Carlos Cavalcanti. Segundo Luiz Alberto, de nada adiantou, pois a avenida vem se tornando cada vez mais perigosa.
De acordo com o professor, a utilização de lombadas não está sendo suficiente para inibir os motoristas, que muitas vezes ignoram os redutores de velocidade. ‘‘Os semáfaros seriam essenciais’’, disse ele,
Diariamente quase cinco mil alunos precisam atravessar a Carlos Cavalcanti para chegar ou sair de três colégios que têm endereço às margens da avenida. ‘‘Eles acabam tendo que disputar espaço com os carros’’, acrescenta Luiz Alberto. Caso as reivindicações não sejam atendidas, o professor garante que os protestos continuarão.Cesar FerrariAlunos e professores bloquearam a Avenida Carlos CavalcantiGiovani Ferreira

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