Protesto e dívida expõem rivalidades no Cereal
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de agosto de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O protesto realizado anteontem por um grupo de 15 artesãos que estão baseados no Centro de Referência do Artesanato de Londrina (Cereal) é parte de um racha interno entre os profissionais que ocupam o prédio naa avenida Rio de Janeiro, no Centro. Diferenças estas provocadas pelas dificuldades financeiras que já resultaram no corte no fornecimento de água e de energia elétrica e geraram um acúmulo de dívidas de cerca de R$ 100 mil entre os artesãos.
Ontem, a representante da administração do Cereal, Castorina Oliveira, rebateu as críticas feitas à entidade, conforme matéria publicada pela Folha. Ela disse que quando assumiu havia cerca de R$ 12 mil em caixa que foram gastos no pagamento de contas de água e luz que estavam atrasadas desde 2005. ''Gostaria que dissessem quem desviou esse dinheiro, porque queremos ir atrás porque também temos o maior interesse nisso'', apontou Castorina, que representa artesãos de 57 boxes.
Ela apontou que as dívidas do Cereal se aproximam de R$ 100 mil somando água, luz, telefone, aluguel, contador e impostos, desde que a prefeitura encerrou o repasse mensal de R$ 13.820,00, em fevereiro deste ano. A artesã argumentou que sem o pagamento de pelo menos parte dessa dívida, a entidade não tem como apresentar documentos novos exigidos pelo Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) na prestação de contas, como certidões negativas junto à Receita Federal.
O presidente da União dos Artesãos da Praça Floriano Peixoto, Roberto Rodrigues, observou que sua intenção ao questionar as contas não foi acusar nem ameaçar ninguém. Ontem, ele e outros artesãos que conseguiram reaver as mercadorias que haviam sido apreendidas na terça-feira. Para ele, o impasse só será resolvido com a regularização das contas e o religamento da luz e da água. ''Ou então, queremos a separação da nossa associação para outro lugar.''


