Maringá Maringá esquece provisoriamente do título de cidade mais segura do País, conferido no primeiro semestre deste ano por um instituto nacional de pesquisa, para protestar contra a violência. Organizado pelo Conselho Municipal de Segurança, um ato público deve reunir hoje, a partir das 10 horas, na Avenida Brasil, representantes de 114 entidades organizadas. O governo estadual é o principal alvo das críticas. ''Queremos mostrar que não aceitamos os altos índices de violência em Maringá. Nosso efetivo policial é insuficiente e queremos uma polícia que trabalhe na prevenção, e não somente da solução dos crimes'', afirmou o presidente do conselho, Everaldo Belo Moreno.
O protesto acontecerá em frente à loja de confecções do empresário Rubens Orlandini, de 41 anos, assassinado a tiros por dois assaltantes no final de semana passado. O ato público, que deve ser iniciado com um culto ecumêmico, com a participação do conselho de pastores, igreja católica e representantes da comunidade islã, ganhou ainda o apoio do levantador Ricardinho, capitão da seleção brasileira de vôlei. A casa do jogador foi assaltada recentemente.
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná rebate as acusações do conselho. Em nota oficial, a secretaria afirma que os investimentos no setor, em maringá, têm sido recordes desde 2003. Entre os benefícios aplicados na cidade, de acordo com a secretaria, estão a aquisição de 20 viaturas para a Polícia Civil, liberação de R$ 12 mil para reforma da delegacia local, 17 viaturas e 16 motos para a frota da Polícia Militar (PM).

mockup