Ney de SouzaManifestação percorre a Avenida Brasil, a principal via comercial no centro de FozCerca de 70 mototaxistas de Foz do Iguaçu fizeram ontem à tarde um protesto pelas principais ruas do centro da cidade e, em seguida, se concentraram em frente à Câmara Municipal. O objetivo da manifestação é obter a regulamentação da atividade. As dez empresas de mototáxi que atualmente operam em Foz do Iguaçu atuam na clandestinidade.
Um projeto regulamentando os serviços de mototáxi e motoentrega foi apresentado em julho na Câmara pela vereadora Rozily Mezzomo (PPB). Ao passar pela Comissão de Redação, Justiça e Legislação da Casa, o item sobre o mototáxi foi retirado do projeto, sob a alegação de que o serviço não oferece segurança aos passageiros. Durante esses estudos, os taxistas fizeram lobby na Câmara para derrubar o projeto. Eles temiam que a aprovação do novo serviço diminuiria sua clientela.
As dez empresas de mototáxi que atuam em Foz do Iguaçu operam na clandestinidade desde março e empregam cerca de 150 pessoas - 100 motoqueiros e 50 atendentes. O serviço é acionado por telefone. As viagens na cidade custam entre R$ 1,00 e R$ 3,00, dependendo da distância. Uma corrida de táxi em Foz custa hoje, no mínimo, R$ 7,00.
‘‘O mototáxi é um serviço que beneficia a população carente’’, justifica a vereadora. Ela afirma que não reapresenta o projeto porque teme que ele seja derrubado novamente.
Segundo Jacir Ferreira, dono da empresa Líder, que possui 15 motos, o objetivo da manifestação de ontem foi ‘‘sensibilizar os políticos para a geração de empregos’’ que o serviço proporciona. Ferreira informou que um mototaxista ganha entre R$ 400,00 e R$ 600,00 por mês.

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