Londrina – As corporações de segurança de Londrina definiram ontem, durante reunião na sede do 5º Batalhão da Polícia Militar, estratégias conjuntas de atuação no protesto de domingo, que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Representantes das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal debateram o planejamento das ações com membros do Judiciário. Um efetivo de 140 homens será mobilizado para fazer a segurança e a organização do trânsito, em parceria com a Companhia Municipal de Trânsito de Londrina (CMTU).
Os manifestantes vão se reunir na rotatória entre as avenidas Higienópolis e Juscelino Kubitschek e às 15 horas partem em passeata pela Higienópolis até o Calçadão. O comandante do Pelotão de Trânsito da Polícia Militar, tenente Ademar Vieira Neto, adiantou que as ruas próximas à região do Colégio Vicente Rijo serão interditadas a partir das 14 horas. "As vias que cortam a Higienópolis e a Avenida Paraná (Calçadão) serão fechadas e liberadas conforme o deslocamento. O objetivo é causar o mínimo de impacto", explicou.
Algumas linhas do transporte coletivo terão o itinerário alterado para evitar as áreas interditadas. A polícia reforçou o pedido dos próprios organizadores do evento para que os participantes evitem usar carros e prefiram os ônibus para se deslocarem até o ponto de partida do protesto. O inspetor geral da Guarda Municipal, Anderson Camargo, informou que, além dos homens que estarão empregados diretamente na ação, outros agentes estarão monitorando a movimentação pela central de câmeras de vigilância. "Danos contra o patrimônio público ou particulares não serão tolerados", advertiu.
O comandante do 5º Batalhão, major José Luiz de Oliveira, acredita que o clima será de tranquilidade, mas garantiu que as tropas estarão prontas para agir em caso de violência ou vandalismo. A PM terá policiais infiltrados e a Tropa de Choque estará de prontidão. "Pelos nossos monitoramentos às páginas das redes sociais esperamos uma manifestação ordeira e pacífica, mas incidentes pontuais não estão descartados. As equipes estão orientadas para agir nestes casos", declarou. Sem saber ao certo o número de participantes, a PM trabalha com uma estimativa de 20 mil pessoas. "Vamos preparados para atender esse contingente, caso o número de manifestantes seja maior ou menor, faremos as adaptações necessárias."
A maior preocupação da polícia é com grupos radicais ou com pessoas que queiram sabotar o ato. "Se ocorrer qualquer depredação ou situação de confronto, a orientação que damos aos demais manifestantes que se sentem no chão, assim podemos identificar aqueles que estiveram lá para tumultuar", aconselhou. O comandante tranquilizou comerciantes que cogitavam fechar as portas durante o protesto. "Creio que não há necessidade, por se tratar de uma manifestação pacífica. Mas cada um deve analisar a situação na hora."

mockup