Protesto de caminhoneiro fecha rodovia
Um protesto do caminhoneiro Nelson Zorzi, no posto de pesagem de São Luiz do Purunã, deixou ontem um congestionamento de mais de cinco quilômetros na pista da BR-277, sentido Ponta Grossa-Curitiba, por quase três horas. O motorista foi parado no posto e autuado por estar com a carga mal distribuída entre os eixos do caminhão. Zorzi carregava soja para Paranaguá com um peso bruto total de 41,5 toneladas. Para este tipo de carregamento, o peso máximo permitido no posto de pesagem é de 45 toneladas. Irritado, ele atravessou o caminhão na estrada, impedindo o fluxo do veículos pela rodovia. Após algumas horas de discussão, o caminhoneiro e os diretores da balança entraram num acordo: durante 48 horas todos os veículos que passarem pela BR-277, estarão liberados da pesagem.
O coordenador de pesagem da Rodonorte (Concessionária de Rodovias Integradas S/A), Gilberto Nemetz, disse que um dos eixos do caminhão estava com excesso de 340 quilos. De acordo com ele, o Código de Trânsito Brasileiro é claro nestes casos e estabelece multa de 20 Ufirs para cada fração de 200 quilos de excesso. Se o caminhoneiro tivesse o cuidado de distribuir direito a carga, ele passaria pelo posto de pesagem sem qualquer tipo de dificuldade, afirmou Nemetz.
O coordenador de pesagem disse que fez o acordo com o caminhoneiro para evitar que outros motoristas fossem prejudicados por causa do protesto. Eu não tinha outra saída, comentou Nemetz. O posto de pesagem da BR-277 só voltará a funcionar normalmente amanhã, às 10 horas da manhã.
Protestos - O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná, Diumar Cunha Bueno, apoiou ontem a atitude de Zorzi e ameaçou fazer protestos em todo o Estado se nada for feito para controlar os abusos nos postos de pesagem. Segundo ele, é impossível fazer a correta distribuição de grãos entre os eixos de um caminhão. A carga de grãos se movimenta com facilidade, disse Bueno.
O presidente da entidade afirmou que já está tentando negociar com a Rodonorte para evitar abusos. Segundo ele, os caminhoneiros são a favor do controle, mas são contrários à pesagem por eixo. Se formos verificar, o caminhoneiro poderia colocar mais de três quilos de grãos no caminhão e, portanto, não estava com excesso de carga, salientou ele.





