Protesto das esposas quer pagamento da gratificação salarial
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quarta-feira, 09 de maio de 2001
Guilherme Gouveia De Londrina 
A Associação das Esposas de Policiais Militares do Paraná decidiu ontem bloquear a saída de viaturas dos quartéis de cinco cidades do Estado no próximo dia 15, impedindo que policiais saiam para o trabalho. O protesto tem o objetivo de sensibilizar o governo paranaense que não paga a gratificação salarial, direito dos militares, desde 1996.
A ação ocorrerá simultaneamente em Londrina, Maringá, Paranavaí, Gurapuava e Apucarana. Amanhã está prevista reunião entre representantes de policiais das 16 unidades de quartéis do Estado, o comandante da Polícia Militar, Gilberto Foltran, e possivelmente o governador Jaime Lerner (PFL), para tentar solucionar o impasse criado há cinco anos.
Para a relações públicas da associação, Maria da Conceição dos Santos, o governo provavelmente não aceitará as reivindicações, alegando que não há recursos para o pagamento. Em abril deste ano, cerca de 2 mil pessoas, entre familiares de policiais, estiveram em frente à Assembléia Legislativa, em Curitiba, para protestar contra a extinção das gratificações.
Algumas associadas temem possíveis represálias do alto comando da PM para impedir a já marcada mobilização. A esposa de um PM, que preferiu manter o anonimato, disse ter medo de possíveis perseguições. Hoje em dia não dá para confiar em ninguém, podemos ser perseguidas até pelo próprio comando da PM, revelou.
Maria da Conceição disse, porém, que não teme pressões do alto comado. Temos que enfrentar a situação, não podemos espera mais. Na reunião ficou tudo decidido que estaremos nos mobilizando no dia 15, garantiu. Segundo ela, um soldado recebe em média R$ 635,00 e um cabo R$ 665,00. Até a patente de primeiro tenente, as diferenças salarias são muito pequenas.
Conforme informou a diretora, desde 96, somente os escalões maiores da PM de capitão até coronel recebem o benefício, fruto de 592 ações judiciais que receberam ganho de causa.


