Protesto contra mortes no trânsito bloqueia rua
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terça-feira, 09 de maio de 2000
Michele Muller De Curitiba 
Amigos, parentes e vizinhos do estudante Péricles dos Santos, de 23 anos, que morreu depois de um acidente de carro no dia 23 de abril, realizaram ontem um manifesto no Bairro do Rebouças, em Curitiba. Por volta das 21 horas, os manifestantes fecharam o cruzamento das ruas Brasílio Itiberê e Desembargador Westphalen, onde ocorreu o acidente. Eles protestaram contra a violência e a impunidade no trânsito.
Péricles morreu no Hospital Evangélico, onde ficou internado durante nove dias. Outras três pessoas estavam no carro na hora da colisão. Rony Gleison da Silva, 18 anos, morreu na hora. Os estudantes Edilson Aurélio Melo, 38 anos, que dirigia o carro e Fernando dos Santos, 18 anos, ficaram feridos.
Segundo testemunhas, a responsável pelo acidente seria a proprietária de um Peugeot, Ângela Proença de Oliveira. Ela teria avançado o sinal vermelho em alta velocidade, por volta das 5 horas, e fugido a pé do local da batida. Ângela registrou queixa de furto do veículo horas depois para fugir das responsabilidades.
Alguns dos cruzamentos com a Rua Brasílio Itiberê estão entre os mais perigosos de Curitiba. O da Rua Comendador Franco foi o terceiro em número de acidentes registrados em março deste ano, segundo dados do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran).
O desembargador Octávio César Valeixo, que trabalhou durante dez anos na Vara de Delitos de Trânsito, afirma que apesar de ainda altos, os índices de impunidade no trânsito têm diminuído nos últimos anos. As multas têm sido aplicadas com frequência. Na verdade, o que a sociedade exige é que as sanções sejam maiores. É um movimento muito justo, mas a pressão tem que ser feita para que sejam promovidas modificações no sistema legislativo, diz.


