Érika Pelegrino
de Londrina
Alguns setores da prefeitura do câmpus da Universidade Estadual de Londrina (UEL) não funcionaram durante todo o dia de anteontem em protesto contra a omissão do governo estadual em relação à autonomia universitária. A decisão foi tomada durante assembléia geral promovida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da UEL (Assuel) que aprovou a paralisação dos serviços de jardinagem, transporte, zeladoria, obras e manutenção. Mais de 500 funcionários não trabalharam.
O governo estadual deveria ter assinado em dezembro último a autonomia definitiva da UEL, segundo o presidente da Assuel, Itamar Nascimento.
‘‘Em março do ano passado foi assinada a autonomia provisória com o compromisso de, em dezembro, assinar a definitiva’’, disse.
A reivindicação, de acordo com o presidente da Assuel, é de que este ano a autonomia seja aprovada com aumento de 34% da dotação orçamentária, a qual no ano passado foi de R$ 105 milhões. ‘‘Este valor é exato para cumprir a folha de pagamento sem as horas extras e o aumento salarial’’, afirmou. Segundo ele os funcionários estão há cinco anos sem reajuste de salários.
Durante o protesto foram feitas ‘‘trincheiras’’ para impedir o acesso e a saída da prefeitura do câmpus, segundo Itamar Nascimento. ‘‘O prefeito do câmpus (Luiz Alberto Navolar) tentou retirar as trincheiras e decidimos fazer um abaixo-assinado pedindo a sua destituição’’, disse.
Navolar afirmou que a atitude do sindicato foi autoritária. ‘‘A greve é um direito do trabalhador, mas impedir os colegas de trabalhar é antidemocrático’’, declarou. ‘‘Se eles acham que devo ser destituído por ter sido democrático, sinto muito por esta interpretação equivocada’’, complementou. Ontem de manhã uma comissão formada por funcionários tinha uma reunião agendada com o reitor Jackson Proença Testa para tratar do assunto.

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