Protesto cobra prisão de assassinos
PUBLICAÇÃO
domingo, 15 de outubro de 2000
Israel Reinstein De Curitiba 
Cerca 300 pessoas bloqueram uma rua em Curitiba para pedir Justiça pela morte dos irmãos Clerivelton e Joel Schulz, assassinados na última quinta-feira. Revoltados, parentes e amigos colocaram fogo em pneus e bloquearam a Rua Pedro Gusso, no bairro Cidade Industrial, exigindo que a Polícia Civil prenda os assassinos dos irmãos.
De acordo com moradores, os assassinos dos Schulz estão livres e amedrontando as pessoas que vivem no bairro. Os bandidos são os irmãos Maurinho e Ricardinho, que andam armados até de metralhadora, afirmou uma moradora que não quis se identificar, com medo de represália.
Além da prisão dos assassinos, que ainda não tiveram seus nomes confirmados pela Polícia Civil, os manifestantes querem também maior segurança na região. O bairro Cidade Industrial é um dos mais violentos de Curitiba.
Segundo o ex-patrão de Clerivelton Schulz, João Albuquerque, o crime aconteceu por um motivo banal. Clerivelton, 24 anos, estava em uma lanchonete com sua noiva, planejando como comemoraria o seu casamento. Eles iam se casar no fim do mês, disse Albuquerque.
Foi quando entraram os irmãos Maurinho e Ricardinho e se dirigiram para onde estava o casal. Ricardinho era ex-namorado da noiva do Clerivelton, conta Albuquerque. Ricardinho teria se dirigido a ex-namorada pedindo um óculos, que ainda estaria com ela. Nervosa, a noiva pediu para que falasse com Clerivelton. Evitando uma briga, o rapaz saiu com a noiva em direção de sua casa.
Na frente de sua residência, o rapaz levou 12 tiros e caiu no chão. Ao escutar a voz do irmão, Joel Schulz, 20 anos, saiu para rua. Foi quando o Ricardinho e o Maurinho apontaram uma submetralhadora para o Joel, disse. O rapaz morreu com oito tiros.
A morte dos irmãos foi bestial. Eles eram evangélicos de bom coração, queixa-se Albuquerque. Mas ao invés de prender os assassinos, a polícia tenta estabelecer um ligação com drogas, para esses moços puros, disse. Na delegacia do bairro, o responsável pela investigação não estava trabalhando ontem.


