Protesto causa danos ao patrimônio
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segunda-feira, 02 de março de 2015
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina Um protesto de moradores da zona oeste de Londrina, que se estendeu até a madrugada de ontem, trouxe muitos transtornos para vizinhos, comerciantes e motoristas que trafegam pelas imediações da Avenida Brasília, trecho urbano da BR-369. A manifestação teria sido motivada por conta de abordagens realizadas pelo Pelotão de Choque da Polícia Militar e ao aumento da presença policial na região.
Além de fecharem a via no cruzamento que dá acesso ao Jardim Nossa Senhora da Paz (zona oeste) com galhos de árvores, os manifestantes atearam fogo em semáforos e danificaram sete postes e a fiação da rede elétrica. De acordo com a Copel, 4,1 mil domicílios de bairros como os jardins do Sol e Leonor ficaram sem energia elétrica por aproximadamente duas horas. Na manhã de ontem, alguns imóveis ainda sofriam com a falta de energia em virtude do reparo na rede.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) contabilizou oito semáforos destruídos, além de um controlador de tempo. Equipes de manutenção da Companhia trabalharam o dia todo no reparo dos equipamentos, mas o trabalho será finalizado apenas ao longo desta terça-feira. Os prejuízos totais devem chegar aos R$ 40 mil. Os custos serão bancados pela CMTU e concessionária Econorte.
Por segurança, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) bloquearam os cruzamentos da Avenida do Sol e da marginal de acesso ao Nossa Senhora da Paz e Leonor. O tráfego só estava liberado nos dois sentidos da Avenida Brasília. Mesmo com a presença dos policiais, o trânsito ficou perigoso para os veículos e pedestres.
"Eu preciso atravessar a avenida todos os dias para trazer a minha filha na escola e só foi possível por causa dos policiais. Aqui já é perigoso, imagina sem sinaleiro", relatou a dona de casa Maria Guimarães, de 41 anos, que reside no Leonor.
Os moradores do Nossa Senhora da Paz se recusaram a dar detalhes sobre as abordagens policiais e não souberam apontar alguma ação específica em que teria ocorrido excesso por parte da PM. O comerciante Carlos Alberto de Oliveira reconhece o direito ao protesto, mas condenou a forma como aconteceu e os danos ao patrimônio público. "Do jeito que foi feita a manifestação não foi legal. Desta forma eles acabaram perdendo a razão", frisou.
Procurado, o 5º Batalhão da Polícia Militar informou que não tinha informações a respeito dos motivos do protesto e em virtude disso não poderia se pronunciar.


