Protesto bloqueia rodovias federais
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2003
Gilmar Agassi<br>Equipe da Folha 
Guaíra A falta de conservação em duas rodovias federais, a BR-163 e a BR-272, que ligam Guaíra a Marechal Cândido Rondon e Umuarama, respectivamente, vem causando uma série de prejuízos à população daquela região. Revoltadas com o descaso do governo federal, entidades de Guaíra (141 Km a sudoeste de Umuarama) fecharam ontem de manhã as estradas, por duas horas, no trevo na entrada da cidade.
Com o protesto, formaram-se filas quilométricas de veículos, principalmente caminhões. As duas rodovias são utilizadas diariamente para escoar a safra de grãos dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e até mesmo do Paraguai, com destino ao Porto de Paranaguá. Segundo o presidente do Sindicato Rural Patronal de Guaíra, Luís César Arcego, os prejuízos com o transporte da safra chegam a 40%, em decorrência da precariedade das rodovias.
Arcego disse que a manifestação de ontem tinha o objetivo de chamar a atenção do Ministério dos Transporte e autoridades federais para as péssimas condições de tráfego nas rodovias da região. Ele advertiu: ''Se em 30 dias não começarem as obras de restauração, vamos colocar máquinas nas estradas e fazer mais buracos. Ninguém vai passar enquanto não for tudo consertado.''
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Guaíra (Aciag), Jaldecir Pinheiro, ressaltou que mesmo estando em período de escoamento da safra, os postos de combustíveis e outros setores do comércio registraram queda de 60% nas vendas, no início deste ano. Durante a manifestação, Pinheiro esteve em contato com o Secretário de Estado dos Transportes, Waldyr Pugliesi, que garantiu estar se empenhando para conseguir junto ao governo federal a autorização para início das obras.
O prefeito de Guaíra, Manoel Kuba (PPB), disse que recebeu informação do deputado federal Dilceu Sperafico (PPB) sobre a liberação pelo Ministério dos Transportes de R$ 300 mil para operação tapa-buracos nas rodovias. A licitação deve ser feita através de carta-convite para agilizar a escolha das empresas responsáveis pelas obras. ''Queremos a recuperação total, mas o tapa-buracos já ameniza a situação'', ressaltou o prefeito.


