Proteção para praças e combate aos flanelinhas
A insegurança nas praças públicas e o abuso dos flanelinhas são dois tormentos na vida dos londrinenses que poderiam ser combatidos com a implantação da Guarda Municipal. A avaliação é do coronel da reserva da Força Aérea Brasileira (FAB) Carmelo Zapalá Giufrida, que é membro do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina. Na década de 80, ele colaborou com o então prefeito Jânio Quadros na criação da Guarda de São Paulo.
''A gente passa pelas praças e as vê totalmente desertas. Você vai a eventos e as pessoas cobram, de forma agressiva, R$ 15,00 para te deixar estacionar. São problemas nos quais uma Guarda pode intervir'', afirma o coronel. Uma das vantagens das Guardas Municipais em relação à polícia, ressalta, é o fato de terem uma estrutura menos burocrática e estarem mais próximas das pessoas. ''Acabam fazendo um trabalho social muito bom, porque têm mais visibilidade'', observa.
Para um município do porte de Londrina, Giufrida acredita que seria possível desempenhar um bom trabalho com 200 homens, que se revezariam em turnos. Eles poderiam utilizar escolas municipais como pontos estratégicos e, na locomoção entre uma e outra, aproveitariam para observar quaisquer distúrbios nas ruas. ''Eles fariam a ronda. Se encontrassem alguém com drogas, por exemplo, conduziriam até a delegacia'', explica.
Com a experiência de quem trabalhou em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, o coronel alerta que a implantação da Guarda Municipal é fundamental para evitar que a violência em Londrina atinja um novo patamar. ''A cidade ainda tem jeito. Mas a prefeitura precisa fazer a própria hora, deixar de ser omissa.'' (V.N.)





