Aos 59 anos, o vendedor Gilberto Marquiori, de Londrina, tem uma caderneta de vacinação de dar inveja em muita mãe de bebê. É que ele segue à risca as indicações para retorno e reforço das doses necessárias nos postos de saúde. "Já sei que tenho vacina para tomar em 2019, outra em 2024. Faz parte do cuidado com nós mesmos", define o vendedor, que na última semana se imunizou contra a gripe.
Manter a carteirinha de vacinação atualizada, assim como faz Marquiori, está longe de ser algo importante apenas para a saúde das crianças. O esquema de imunização de adultos também requer atenção, ainda mais quando o objetivo é evitar formas mais agressivas de doenças que costumam acometer os pequenos. "Na nossa cultura, as pessoas entendem que vacina é uma questão infantil, mas à medida que nos tornamos mais velhos, ficamos mais vulneráveis a doenças", salienta a infectologista Jacy Andrade, professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e integrante do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Imunização (SBI).
Na avaliação da especialista, o que mais gera resistência dos adultos em relação às vacinas é o medo – e não é da reação do imunizante no organismo, mas da injeção propriamente dita. "Eles pensam que não é importante e vão deixando. Tem pessoas que até passam mal ao verem a agulha", pontua Jacy.
A maioria das doses recomendadas para adultos está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Na rede pública, o adulto ainda pode receber uma nova dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tomar as doses contra hepatite B, caso não as tenha recebido na juventude.


- As doses são contra difteria e tétano (dT), febre amarela (ambas a cada dez anos), pneumocócica 23 e Influenza

- Na rede privada, são indicadas ainda as vacinas contra varicela – para quem não teve catapora na infância; HPV até os 26 anos; e herpes zoster, a partir dos 50 anos

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