PROTEÇÃO - Londrina tem 51 faixas elevadas
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quarta-feira, 07 de março de 2018
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 

Segundo informações do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), atualmente são 51 faixas elevadas em vias urbanas com maior fluxo de pedestres e veículos. A mais recente foi implantada na avenida Garibaldi Deliberador, quase esquina com a avenida Madre Leônia Milito, na zona sul. Para o motorista Matheus Cruz que trafega constantemente pelo local, a medida "é a melhor forma de fazer com que os condutores tenham educação e parem para os pedestres atravessarem", afirmou.
Outra demanda antiga foi atendida há poucos dias. Na rua Arcindo Sardo, zona norte, o movimento é intenso por causa do residencial das Américas e pela Igreja São José Marello. "Na hora de missa, é muita gente para atravessar. Ficou muito bom, mas não dá para confiar 100%. Eu sempre espero o carro parar para pisar na faixa", diz o aposentado José Manoel Nunes.
Ainda na região, a via de maior movimento, a avenida Saul Elkind, também recebeu a sinalização há pouco mais de um mês. A faixa elevada foi construída próximo ao conjunto Luiz de Sá, em frente ao comércio de Juarez Miguel Correa, que em sete anos de empresa presenciou uma série de atropelamentos. "Já morreu muita gente nessa esquina porque a maioria passava em alta velocidade. Agora não, são obrigados a reduzir", comemorou.
O desnível asfáltico e sinalizado é uma forma de aumentar a visibilidade dos condutores em relação aos pedestres, garantindo mais segurança no trânsito. O Placar do Trânsito de 2017, divulgado pela CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) mostra que no ano foram registrados 324 atropelamentos nas ruas e rodovias que cortam a cidade, resultando na morte de 26 pessoas.
CMTU ESTUDA ALTERNATIVAS
A disciplina do trânsito em ruas e avenidas mais movimentadas de Londrina é sempre um ponto de partida para a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) estudar alternativas para garantir um bom fluxo dos veículos, mas principalmente a segurança dos pedestres e condutores.
A proposta que o órgão vem estudando agora é uma sinalização horizontal que promove um afunilamento da via com o uso de tachões (popularmente chamados de olho de gato). Segundo o diretor de Trânsito da CMTU, Hemerson Oliveira Pacheco, esse recurso já é utilizado fora do País e está em fase de testes no interior de São Paulo.
"É a redução do espaço onde o veículo irá passar e não será adequado para todo o tipo de via, mas em locais onde há muita concentração de pessoas e que não haveria comprometimento no fluxo do trânsito, como, por exemplo, no entorno da Praça Nishinomiya, no Aeroporto", explica, lembrando que a medida segue em análise.
Além disso, a CMTU tem apostado nos estacionamentos de motos nas esquinas onde há faixas elevadas ou de cruzamentos, visando ampliar o campo visual tantos do condutores quanto de pedestres.
"Às vezes é preciso invadir parte da pista porque a visão é limitada pelos carros estacionados. As vagas para motos são mais baixas e nesse sentido ajudam muito. Um exemplo é no cruzamento de algumas ruas com a avenida Duque de Caxias", destacou.


