PROTEÇÃO - Castração para reduzir número de animais abandonados
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de abril de 2011
Mariana Guerin/ Redação FolhaWeb 
Após recolher e cuidar de cães e gatos abandonados nas ruas, as ONGs que desenvolvem trabalhos de proteção aos animais enfrentam alguns obstáculos para encontrar novos donos. Um dos argumentos de quem fica em dúvida entre adotar ou não um animal é o temor de que ele venha a procriar e o custo da castração. Em Arapongas e Rolândia, esse problema está sendo resolvido por um programa de controle de natalidade desenvolvido pelo Hospital Veterinário da Universidade Norte do Paraná (Unopar).
Cirurgias de castração de cães de gatos recolhidos pelas ONGs são realizadas uma vez por semana na sede do hospital, em Arapongas (Norte). Os procedimentos são realizados por alunos do curso de Medicina Veterinária e acompanhados por professores. Em contrapartida, as ONGs colaboram pagando parte do material utilizado na
cirurgia
De acordo com o coordenador do programa, Bernardo Kemper, a diminuição do número de animais abandonados nas ruas é apenas um dos benefícios da castração. Após a cirurgia os animais ficam menos agressivos. Isso ajuda a diminuir a briga entre eles e o risco de morderem as pessoas. Outro ponto positivo é que as fêmeas não entram mais no cio e correm menos riscos de desenvolverem tumores na mama e câncer de útero, destaca o docente.
Atualmente, o programa atende duas ONGs, a Associação Mundo Animal de Rolândia (Amar) e a Organização de Proteção Animal de Arapongas (Opaa!).
● Atualmente, é considerada o melhor método para evitar a proliferação de animais de rua, como cães e gatos
● As cadelas têm cio normalmente a cada seis meses; já as gatas entram no cio quase todo mês


