­Após re­co­lher e cui­dar de ­cães e ga­tos aban­do­na­dos nas ­ruas, as ­ONGs que de­sen­vol­vem tra­ba­lhos de pro­te­ção aos ani­mais en­fren­tam al­guns obs­tá­cu­los pa­ra en­con­trar no­vos do­nos. Um dos ar­gu­men­tos de ­quem fi­ca em dú­vi­da en­tre ado­tar ou não um ani­mal é o te­mor de que ele ve­nha a pro­criar e o cus­to da cas­tra­ção. Em Ara­pon­gas e Ro­lân­dia, es­se pro­ble­ma es­tá sen­do re­sol­vi­do por um pro­gra­ma de con­tro­le de na­ta­li­da­de de­sen­vol­vi­do pe­lo Hos­pi­tal Ve­te­ri­ná­rio da Uni­ver­si­da­de Nor­te do Pa­ra­ná (Uno­par).
  Ci­rur­gias de cas­tra­ção de ­cães de ga­tos re­co­lhi­dos pe­las ­ONGs são rea­li­za­das uma vez por se­ma­na na se­de do hos­pi­tal, em Ara­pon­gas (Nor­te). Os pro­ce­di­men­tos são rea­li­za­dos por alu­nos do cur­so de Me­di­ci­na Ve­te­ri­ná­ria e acom­pa­nha­dos por pro­fes­so­res. Em con­tra­par­ti­da, as ­ONGs co­la­bo­ram pa­gan­do par­te do ma­te­rial uti­li­za­do na
ci­rur­gia
  De acor­do com o coor­de­na­dor do pro­gra­ma, Ber­nar­do Kem­per, a di­mi­nui­ção do nú­me­ro de ani­mais aban­do­na­dos nas ­ruas é ape­nas um dos be­ne­fí­cios da cas­tra­ção. ‘‘­Após a ci­rur­gia os ani­mais fi­cam me­nos agres­si­vos. Is­so aju­da a di­mi­nuir a bri­ga en­tre ­eles e o ris­co de mor­de­rem as pes­soas. Ou­tro pon­to po­si­ti­vo é que as fê­meas não en­tram ­mais no cio e cor­rem me­nos ris­cos de de­sen­vol­ve­rem tu­mo­res na ma­ma e cân­cer de úte­ro, des­ta­ca o do­cen­te.
  Atual­men­te, o pro­gra­ma aten­de ­duas ­ONGs, a As­so­cia­ção Mun­do Ani­mal de Ro­lân­dia (­Amar) e a Or­ga­ni­za­ção de Pro­te­ção Ani­mal de Ara­pon­gas (­Opaa!).


● Atualmente, é considerada o melhor método para evitar a proliferação de animais de rua, como cães e gatos



● As cadelas têm cio normalmente a cada seis meses; já as gatas entram no cio quase todo mês

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