Prostitutas voltam ao Passeio Público
James Alberti
De Curitiba
As prostitutas voltaram com toda a força ao Passeio Público, um dos pontos mais tradicionais de Curitiba. Na verdade, algumas delas nunca abandonaram a área, apesar dos esforços de revitalização feitos pela prefeitura da capital desde o ano passado. Nem mesmo a presença da Polícia Militar, que tem um posto dentro do parque, inibe a prática ilegal. Para comprovar o retorno das mulheres, basta uma simples caminhada pelos arredores do Passeio. Escoradas em árvores, nas esquinas próximas ao parque, sozinhas ou em grupo, elas esperam pelos fregueses.
Apontados como principais promotores da prostituição, oito hotéis de alta rotatividade, que existem nas proximidades, foram fechados por irregularidades constatadas por departamentos municipais. Seis deles, no entanto, obtiveram na Justiça ordens judiciais para voltar a funcionar. Apenas três ainda estão abertos, segundo o secretário de Urbanismo, Carlos Alberto Carvalho, porque três dessas ordens judiciais foram cassadas. A prefeitura tenta cassar as outras três.
Carvalho afirma ter observado a redução do número de prostitutas na região do Passeio após o fechamento dos hotéis. Com a reabertura deles, o número de reclamações da população, pelo telefone 156, teria voltado com toda força. Mas o secretário de Urbanismo repassou a responsabilidade pelo retorno da prostituição ao governo do Estado. Ações de monitoramento não é assunto de jurisdição municipal, mas de segurança pública, disse. A Delegacia de Ordem Social deveria efeturar ações mais enérgicas nesse sentido.
O secretário disse, porém, não acreditar que somente o fechamento dos hotéis de alta rotatividade seja suficiente para eliminar a prostituição no local. Mesmo porque ela também é frequente em outros pontos da cidade, como praças públicas.
Para Carvalho, uma série de fatores são responsáveis pelo incentivo à prostituição. Para diminuir sua incidência, o secretário acredita que seja necessário ações conjuntas entre diversos setores públicos. Cada um deve fazer sua parte. A área social, a segurança pública e o município, argumentou.





