Prostituta pode não ser indiciada em inquérito
James Alberti
O delegado do Serviço de Investigações de Crianças Desaparecidas (Sicride), Harry Herbert, disse que, se forem confirmadas as informações publicadas pela Folha ontem, não irá indiciar a prostituta Elisabete Souza Brandão, 18 anos, de Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. Elisabete era acusada pelo irmão, Marcelo Brandão, 25 anos, de ter vendido uma filha. Ela nega a acusação e ainda ontem não havia sido interrogada pela polícia.
Anteontem a reportagem deste jornal localizou a menina em Joinville (SC). O bebê teria sido doado, de forma legal, para o caminhoneiro Aldrin Dias Agapito, 30 anos, e sua mulher, Magda Emanuelle Agapito, 21 anos. O casal reside no bairro Iririú, e não pode ter filhos.
O processo de entrega da criança, que nasceu no dia 9 do mês passado, foi acompanhado pelo promotor de Justiça de Campina Grande do Sul, Octacilio Sacerdote Filho, e pelo defensor público da prefeitura, Alcir da Rosa Gaspar. Os dois descartaram a possibilidade de ter havido a venda da menina, como acusa Marcelo. Segundo Sacerdote, Elisabete assinou um documento no Fórum abdicando os direitos sobre a criança. O documento permitiu que o casal levasse o bebê para Joinville, onde irão entrar com processo de adoção.
Adoção ilegal - O engenheiro civil da Prefeitura de Curitiba, Antônio Ricardo Siqueira, e sua mulher, Luiza Helena Siqueira, ambos de 39 anos, assinaram ontem no Sicride um termo de responsabilidade que os autoriza a ficar com o filho da servente Maria do Nascimento Silva, 38 anos, de Pontal do Paraná, no Litoral do Estado, até uma decisão da Justiça.
O casal também levou o bebê ao Sicride, conforme havia sido exigido pelo delegado. Herbert disse que a criança está bem, apesar de doente. O menino nasceu com sífilis. Maria é acusada de ter vendido o bebê ilegalmente. O casal, de ter comprado. Ambos negam as acusações.





