T.S.C., 44 anos, é a única do grupo que não é soropositiva mas se envolveu de tal maneira com o trabalho de prevenção à Aids que acabou se rendendo ao Café Positivo. Hoje, ela chega a deixar de lado as atividades como prostituta - com a qual ganha a vida desde os 12 anos - para se dedicar ao grupo. A aproximação se deu com o início do trabalho de T.S.C junto a prostitutas, cadastrando-as no Centro de Referência Bruno Piancastelli Junior - que abriga o Programa Municipal DST/Aids -, para que passassem a receber preservativos.
‘‘Como sempre peguei camisinha certinho, sem nunca faltar, me convidaram para fazer esse trabalho. Na rua oriento as meninas sobre a importância de se prevenir e ensino elas a usarem camisinha’’, conta T.S.C. No Centro de Referência conheceu a coordenadora do Café Positivo, Silvana Gomes dos Santos, e daí para entrar no grupo foi questão de tempo.
Hoje, ela deixa a rua todas as tardes para participar das atividades do Café. T.S.C. nunca trabalhou à noite e, com a opção pelo grupo, reduziu pela metade os programas. ‘‘Antes fazia quatro por dia, hoje faço dois e já estou pensando em deixar a profissão.’’ Ela está aprendendo a fazer bonecos e flores, os quais pretende comercializar para sobreviver. ‘‘Gosto muito daqui. Muitas vezes eu chego nervosa e tenho com quem desabafar.’’
Para R.P.C., 28 anos, soropositiva há sete anos, o Café a ajudou a arrumar muitos amigos, compreensão, carinho. ‘‘O dia-a-dia ficou mais fácil.’’ Também L.D.S., 36 anos, há 10 como soropositiva, só tem elogios ao grupo. ‘‘Aqui aprendemos a lutar, a enxergar que a gente está vivo e pode fazer muita coisa ainda.’’

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