Rio de Janeiro Policiais da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat) do Rio de Janeiro prenderam, anteontem à noite, a capixaba Marinete Pinheiro Matola, 32, acusada de furtar o equivalente a R$ 400.417,00 de turistas estrangeiros.
Conhecida como Maíra, Marinete Matola foi presa num apartamento que tinha alugado em Piúma, cidade do litoral do Espírito Santo. Ela estava na companhia do marido e de duas filhas de 3 e 5 anos. O filho de 7 anos não estava em casa. As crianças foram levadas à casa da avó, em Cachoeiro do Itapemirim (ES), porque o marido foi encontrado embriagado.
Segundo a Deat, Marinete é de Cachoeiro, mas aplicava os golpes no Rio. ''Ela fazia amizade para ganhar a confiança, participava de programas e depois aplicava o golpe'', afirmou a delegada Elizabeth Cayres, da Deat. Depois de um furto ocorrido no início de janeiro, a polícia chegou a Marinete Matola. As investigações duraram 20 dias.
No apartamento em Piúma, a Deat recuperou 12.400 euros (R$ 46.500), R$ 7.200, um Gol branco, um caminhão Mercedes e jóias. Matola afirma que recebeu tudo de presente dos turistas. Disse que comprou no nome de seu companheiro o carro e o caminhão. Ela será investigada por estelionato, formação de quadrilha e furto.
Depois de prestar depoimento na delegacia do Leblon (zona sul do Rio), a prostituta foi levada para a casa de custódia Bangu 6, em Bangu (zona oeste do Rio). O juiz da 36 Vara Criminal, Jorge Luiz D'Oliveira, decretou sua prisão temporária por cinco dias. A polícia está reunindo provas para pedir ao Ministério Público a prisão preventiva.
Ainda segundo a polícia, o último furto de Marinete aconteceu no dia 8 de janeiro. O português Manoel Fernandes Oliveira, 41, veio ao Rio com o objetivo de comprar uma fazenda e morar no Brasil. Oliveira contou ter sido informado por um suposto amigo da prostituta de que ela conhecia um corretor que trabalhava com fazendas. Ele acusou Marinete Matola de lhe ter furtado R$ 62 mil e 80 mil euros (equivalentes a R$ 303.167,00), além de celulares e jóias.

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