Prostituição irrita moradores da Zona Oeste
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
''Não posso nem sair no portão de casa.'' A queixa é de uma moradora das proximidades da Avenida Leste-Oeste, na Zona Oeste de Londrina. O problema é a ação de prostitutas que atuam no local. Mesmo dizendo não ter nada contra o trabalho das profissionais do sexo, ela reclama das consequências dessa situação.
Segundo ela, a presença das prostitutas atrai criminosos e são comuns relatos de casos de tráfico de drogas e assaltos. A consequência é que os moradores da área sentem-se praticamente presos dentro das próprias casas. Uma mulher que vive há 17 anos na região comenta que o problemas agravou-se nos últimos oito anos.
Um dos transtornos são os programas feitos pelas prostitutas dentro dos carros dos clientes, sem se preocuparem, ao menos, em estacionar em locais mais distantes. ''É constrangedor receber uma visita e ter um carro parado com o pessoal fazendo programa sem se preocupar com nada. E elas mexem com que passa pela rua. Uma vez um vizinho chamou a atenção de uma delas. No dia seguinte, a casa dele foi assaltada'', comentou.
A moradora reconhece que a situação é de difícil solução. Ela sugere, no entanto, a ação de alguma organização não-governamental, mas diz saber que as próprias prostitutas são refratárias a qualquer tipo de apoio.
Nem mesmo durante o dia as proximidades ficam livres da ação das garotas de programa. Outra moradora da região, que vive há 30 anos perto da Avenida Leste Oeste, comenta que a via é especialmente perigosa à noite. A consequência são situações bastante desagradáveis.
Ela conta que um dia, enquanto rezava o terço no quintal, o marido dela estacionou na frente de casa. Não demorou e uma prostituta foi falar com ele. ''Eu em casa rezando e ele sendo abordado aqui na frente'', relatou. ''Pagamos nossos impostos em dia. Temos direito a ter sossego'', acrescentou a moradora.
O major Júlio Richter Neto, subcomandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, informou que o policiamente e as abordagens na área serão reforçadas. Ele acrescentou que as queixas da população em relação à segurança podem ser feitas por telefone, através dos números 190 e 181, ou pessoalmente no Batalhão.


