Prorrogado prazo para apurar Orkut
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 13 de junho de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A comissão de sindicância instaurada pela reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL) pediu mais 30 dias de prazo para concluir as investigações que apuram mensagens preconceituosas e ofensivas contra funcionários e pacientes do Hospital Universitários feitas por um grupo de residentes e ex-residentes. À pedido do Ministério Público Federal, a Polícia Federal instaurou inquérito para investigar o assunto, que foi denunciado em reportagem da Folha publicada em meados de maio.
O prazo para conclusão da sindicância terminou na sexta-feira passada, mas teve de ser prorrogado porque a comissão alegou precisar de mais tempo para analisar documentos e ouvir envolvidos. Somente após vencida essa etapa é que poderão ou não ser instaurados processos disciplinares contra os envolvidos que ainda têm vínculos com a Universidade.
Além da UEL, a Polícia Federal também investiga os comentários à pedido do Ministério Público Federal.
Os comentários feitos por um grupo aproximado de 20 residentes e ex-residentes estavam hospedados em duas comunidades do site de relacionamentos Orkut. As mensagens foram retiradas do ar poucos dias antes da publicação da reportagem da Folha. Os envolvidos apelidavam os funcionários de trolls (''seres abomináveis, repugnantes e comedores de carne humana'') e usavam expressões como ''macaca de 15 arrobas'', ''orangotango'', ''bicha da noite'', ''traveco'' e ''prenhas nojentas'' para se referirem a servidores e pacientes. Um deles sugeria que a única solução para se livrar dos funcionários ''seria fechar todas as portas do hospital e explodir uma bomba lá dentro''.


