Prorrogado prazo de entrega de obra no Calçadão
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina A quarta etapa de revitalização do Calçadão de Londrina, entre as avenidas São Paulo e Rio de Janeiro (área central), será concluída com cerca de um mês de atraso. As obras deveriam terminar até o dia 24 deste mês, mas a empresa responsável pediu prorrogação à secretaria municipal de Obras, alegando alguns imprevistos e o excesso de chuva.
Cerca de 80% do serviço foi concluído, faltando apenas um pequeno trecho para o assentamento dos pavers e a colocação do mobiliário urbano bancos, luminárias, bebedouros, entre outros itens. A responsabilidade pela reforma é da A. Silva Gonçalves Construções, de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) e as obras estão orçadas em R$ 413 mil. A contratação foi feita por meio de dispensa de licitação, já que os quatro processos anteriores realizados pela prefeitura não atraíram empresas interessadas.
Para os comerciantes, o atraso representa um transtorno, já que o movimento das lojas depende do fluxo de pedestres que circula pelo local. Segundo o vendedor Ricardo Kayed Atalla, de uma loja de eletrodomésticos, a reforma tem causado transtornos. "A poeira gerada pelo corte dos blocos de concreto tem prejudicado bastante as vendas, pois os clientes e os funcionários sofrem com isso; Além disso, também podem estragar as mercadorias, pois elas caem sobre os eletrodomésticos", criticou.
O secretário de Obras, Walmir Matos, destacou que essa prorrogação não resultará em prejuízo algum para o município, mas admitiu que os comerciantes poderão ser atingidos pela extensão do prazo. Ele afirmou que houve alguns problemas que não estavam previstos, como a descoberta de instalações elétricas no subsolo, a chuva acima do volume do normal para o inverno e a necessidade do corte de uma grande árvore, que demandou de uma autorização do Instituto Ambiental do Paraná.
"Nós concedemos 30 dias a mais de prazo, mas acredito que na segunda semana de agosto já esteja tudo pronto", declarou o secretário.
Concluída essa quarta etapa, não há previsão ainda para a revitalização do trecho em frente ao Teatro Ouro Verde. "Não está certa a definição de recursos para essa obra e de como será o projeto de reforma, já que a área em frente ao Ouro Verde é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado. Não sabemos se poderemos fazer parte em petit pavet ou parte em paver. Vamos estudar isso", analisou, se referindo a piso nos outros trechos, o petit pavet foi substituído pelo paver.
HISTÓRIA
Para alguns pedestres, a troca do piso é válida. "Meu salto já ficou preso no piso antigo. Quando a reforma terminar acho que vai melhorar", declarou a promotora de vendas Márcia Galdino Vaz. Na opinião da dona de casa Leila de Mello, não importa o piso, o problema é a falta de manutenção. "Lá nos outros trechos já está nascendo mato em meio as pedras", reclamou.
O professor de Arquitetura da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Humberto Yamaki, concordou com a tese de que a falta de manutenção seja o maior problema. "A manutenção é mais importante do que a substituição dos pisos. Em São Paulo a prefeitura mantém uma equipe de manutenção constante no centro histórico. Lá o piso é uma mescla de petit pavet com placas de pedra. Se a cidade não preserva um história de 50 anos, em mil anos não vai ter nada para preservar", declarou.


