Proprietários rurais reclamam da demora nas desapropriações
Proprietários rurais
reclamam da demora
nas desapropriações A demora no processo de desapropriação de terras pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) é motivo de reclamações entre proprietários rurais. Dono das fazendas Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora de Lurdes, com um total de 200 alqueires em Tamarana, Luiz Cruz (v.foto) afirma que entregou suas terras ao Incra em agosto do ano passado e até hoje não recebeu nenhum centavo pelas benfeitorias existentes no local.
O fazendeiro conta que as terras são produtivas e que valiam R$ 5 mil o alqueire. Vão pagar pouco mais que R$ 2 mil o alqueire e em Títulos da Dívida Agrária (TDAs), no prazo de cinco anos. Isso não existe, critica Cruz. Segundo o proprietário, a área é produtiva. Ele mantinha gado e plantações de erva-mate e de pinus.
A superintendente do Incra, Maria da Silva, explicou que a demora nos processos de desapropriação de 15 mil alqueires ofertados pela SRP se deve ao fato de a Justiça ter liberado a imissão de posse das terras, mas o pagamento ainda está condicionado a uma vistoria judicial. Acredito que nos próximos dias já deva estar tudo acertado. Aguardamos o dinheiro para efetuar o depósito, diz ela, referindo-se ao pagamento das benfeitorias. (L.M.)





