Proprietários de lotes poderão parcelar dívida com empresa
Luciana Pombo
De Curitiba
Os proprietários de lotes do Bairro Novo C, que estavam reclamando dos preços das prestações, poderão negociar a dívida atrasada com a empresa Hafil Empreendimentos Ltda. Segundo a advogada Circe Maria Lejambre Rodrigues, os preços das prestações não poderão ser alterados, nem o prazo para o pagamento do lote, que é de 120 meses, poderá ser prorrogado. No entanto, todos os casos apresentados serão analisados e os acordos com os moradores serão facilitados.
Nos casos em que os moradores não tiverem condições financeiras para continuar nos lotes, a empresa se dispõe a devolver todo o dinheiro arrecadado durante os dois anos e meio de loteamento. O valor da casa construída também deverá ser reembolsado.
Outra alternativa é a venda do terreno. A pessoa poderá vender o lote, iremos aceitar as transferências, disse a advogada. Até agora, segundo ela, a empresa já conseguiu negociar com 60% dos moradores inadimplentes. Outros 15% já venderam seus lotes para terceiros. A empresa apenas está pressionando os moradores com pendências por mais de nove meses. Três editais com os nomes de 30 moradores (dos 1,6 mil inadimplentes) foram lançados. Do total, 17 já efetivaram um acordo e 12 estão em negociação.
Os problemas dos moradores do Bairro Novo C foram levantados esta semana pela reportagem da Folha. De um lado da rua, no Bairro Novo A e B, loteados pela Cohab, os preços dos lotes variam entre R$ 17,00 e R$ 75,00 por mês. Do outro lado, no loteamento que era de propriedade da CR Almeida, os preços variavam entre R$ 110,00 e R$ 175,00. O operador de máquinas Santílio de Oliveira, de 38 anos, não conseguia pagar o lote há oito meses e reclamava da falta de negociação por parte da construtora. Quando comprei este lote, eu achei que era da Cohab. Eu estava na fila há cinco anos quando fui chamado para vir para cá, argumentava ele.
A advogada Circe Rodrigues explicou que os lotes do Bairro Novo C, classificado como Sítio Cercado IX e X, eram de propriedade da CR Almeida, que vendeu os lotes para a Hafil Empreendimentos. A cobrança é terceirizada para a Temis Assessoria e Consultoria. Circe afirmou que os juros cobrados seguem o padrão da Cohab de 6% e os valores das prestações foram feitos após um balanço em conjunto com a Companhia de Habitação de Curitiba.





