Os donos de bares em Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana de Curitiba) querem mais policiamento nas ruas. Eles acreditam que dessa forma o índice de criminalidade poderá cair, mas muitos deles apóiam a resolução do prefeito Antonio Wandscheer baseada em uma lei de 1985 que impede o funcionamento dos bares após às 23 horas, com exceção dos sábados, quando poderão permanecer abertos até 1h.
‘‘Não adianta fechar cedo se não houver polícia nas ruas’’, disse o comerciante Jorge Camargo Diniz, 45 anos. Morador em um dos bairros mais violentos da cidade, o Iguaçu II, Diniz disse que a medida pode espantar alguns fregueses. ‘‘Às vezes o pessoal comemora aniversários aqui e não gosta quando tenho que pedir para ir embora. O melhor á acatar a medida e torcer por um bom resultado’’, afirmou.
Assaltado uma vez quando retornava para casa, o soldador Emílio Nunes, 30 anos, aprova a resolução. ‘‘Precisava ser feita alguma coisa, pois a violência está demais. Vamos ver o resultado’’, disse Nunes.
A resolução atinge, no entanto, somente os estabelecimentos caracterizados como bares, que só servem bebidas. Lanchonetes, restaurantes e clubes podem permanecer abertos.
Há um ano instalado na área central de Fazenda Rio Grande, o proprietário do Bibas Country Bar, Jocemar Scremin, 26 anos, acredita em uma redução da criminalidade. ‘‘Mesmo achando que a fiscalização deveria ser maior nos bairros, onde há mais violência, acredito que a medida pode dar certo desde que tenha também um reforço policial suficiente’’, declarou.

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