Proprietários de bares exigem mais segurança em Fazenda Rio Grande
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de janeiro de 2001
Julio Cesar Lima De Fazenda Rio Grande 
Os donos de bares em Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana de Curitiba) querem mais policiamento nas ruas. Eles acreditam que dessa forma o índice de criminalidade poderá cair, mas muitos deles apóiam a resolução do prefeito Antonio Wandscheer baseada em uma lei de 1985 que impede o funcionamento dos bares após às 23 horas, com exceção dos sábados, quando poderão permanecer abertos até 1h.
Não adianta fechar cedo se não houver polícia nas ruas, disse o comerciante Jorge Camargo Diniz, 45 anos. Morador em um dos bairros mais violentos da cidade, o Iguaçu II, Diniz disse que a medida pode espantar alguns fregueses. Às vezes o pessoal comemora aniversários aqui e não gosta quando tenho que pedir para ir embora. O melhor á acatar a medida e torcer por um bom resultado, afirmou.
Assaltado uma vez quando retornava para casa, o soldador Emílio Nunes, 30 anos, aprova a resolução. Precisava ser feita alguma coisa, pois a violência está demais. Vamos ver o resultado, disse Nunes.
A resolução atinge, no entanto, somente os estabelecimentos caracterizados como bares, que só servem bebidas. Lanchonetes, restaurantes e clubes podem permanecer abertos.
Há um ano instalado na área central de Fazenda Rio Grande, o proprietário do Bibas Country Bar, Jocemar Scremin, 26 anos, acredita em uma redução da criminalidade. Mesmo achando que a fiscalização deveria ser maior nos bairros, onde há mais violência, acredito que a medida pode dar certo desde que tenha também um reforço policial suficiente, declarou.


