A Associação de Proprietários de Imóveis e Pagadores de Taxas e IPTU de Londrina (Aprotil) aprovou a maioria das medidas propostas na nova planta de valores para cobrança do Imposto Predial, Territorial e Urbano (IPTU) da cidade, atualmente em discussão na Câmara. A entidade vai elaborar um relatório que servirá de apoio para vereadores e técnicos da prefeitura.
As mudanças no imposto foram discutidas ontem, durante uma reunião entre o presidente da Aprotil, Francisco Negri, o secretário de Fazenda, Paulo Bernardo, e o prefeito Nedson Micheleti (PT). Foram apresentados novos cálculos e as principais mudanças previstas para o ano que vem, entre elas a extinção das taxas agregadas (conservação de vias e logradouros, bombeiros e iluminação pública), restando apenas a cobrança da coleta de lixo, fixada em R$ 0,58 para cada dia de coleta. Durante a avaliação do projeto, Negri elogiou a intenção de acabar com a ''especulação imobiliária'' aumentando o imposto dos terrenos baldios, mas pediu atenção na cobrança do Imposto de Transmissão de Bens e Imóveis (ITBI). ''As taxas foram compensadas com aumentos diferenciados. Como os 2% do ITBI são cobrados somente sobre o IPTU, teremos um aumento significativo na cobrança destes impostos'', comentou o presidente da Aprotil, lembrando que terá uma visão geral sobre o assunto esta manhã, quando os 12 diretores que estão avaliando os 2 mil itens do projeto entregarão um relatório final.
O secretário ouviu os comentários e aceitou a ajuda técnica oferecida pela associação, composta por 320 imobiliaristas. ''Toda a ajuda é válida. Tanto que estamos pedindo um espaço no plenário (da Câmara) para esclarecer qualquer dúvida'', disse. O projeto prevê reajustes entre 10% e 500% para 72,2 mil dos 142 mil imóveis edificados. Pelo menos 69 mil contribuintes pagarão o mesmo valor ou receberão descontos que variam de 10% a 90%.

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