Carlos Sanches Muniz, proprietário do ferro-velho Cobrão, localizado na Vila Nova (Área Central de Londrina), prestou depoimento anteontem no 1º Distrito Policial (DP), e negou o crime de receptação. Na semana retrasada, a Polícia Civil apreendeu no ferro-velho centenas de quilos de materiais de cobre, bronze e alumínio supostamente furtados das redes de várias empresas, como Copel, Sercomtel e Sanepar, além de lápides e outros objetos de cemitérios. No depósito, os policiais ainda encontraram quatro funcionários que estariam em cárcere privado.
Segundo o delegado do 1º DP, Jorge Barbosa, Muniz afirmou que a maior parte dos materiais teria sido comprada de empresas em várias partes do Brasil. O dono do ferro-velho apresentou documentos para comprovar a alegação. O delegado disse que, à princípio, representantes da Sercomtel teriam estimado que cerca de 2.500 quilos de fios de cobre furtados da empresa estariam no ferro-velho Cobrão. Entretanto, depois afirmaram que seriam apenas 28 quilos.
A respeito das lápides e objetos de cemitérios e outros ítens apreendidos, Muniz afirmou que as peças podem ter vindo dentro de sacos de materiais comprados de outros ferros-velhos. ''Ele disse que compra em grande quantidade de outros estabelecimentos e que os sacos vêm fechados. Por isso, segundo Muniz, os objetos podem ter vindo no meio dessas compras'', explicou Barbosa.
De acordo com o delegado, Muniz negou que tenha mantido funcionários em cárcere privado. ''Ele disse que os empregados apenas ficavam no local e que um deles tinha uma chave'', disse Barbosa. Os documentos apresentados por Muniz serão analisados e anexados ao relatório do inquérito policial, cujo prazo para conclusão vence no dia 20.

mockup