O proprietário de um terreno na Zona Oeste de Londrina foi multado hoje (27) por não tomar as medidas necessárias para acabar com os indícios de contaminação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

O infrator estava entre os dez donos de terrenos atuados pela Vigilância Sanitária desde o início desta semana. Após a intimação, os responsáveis têm o prazo de 72 horas para limpar. Os valores das multas variam de R$ 172 a R$ 17,2 mil.

O coordenador municipal de Endemias, Elson Belisário, ressaltou que as notificações fazem parte de um conjunto de ações adotadas pela Prefeitura de Londrina para conter o surto da doença. "Apesar de termos alcançado um bom resultado com as ações em fundos de vale e mutirões de limpeza, parte da população ainda resiste aos cuidados e aí temos que tomar medidas enérgicas."

Na tarde de ontem (26), Belisário confirmou o primeiro caso de dengue do ano. A vítima, uma mulher de 25 anos, residente em Londrina, apresentou os sintomas no dia 16 de janeiro, ao voltar de uma viagem de família à Sinop (MT). Ela passou alguns dia internada, mas já recebeu alta e segue com os cuidados médicos em casa, segundo informações do setor de Epidemiologia da Prefeitura.

Os sintomas da dengue podem aparecer em cinco a quinze dias após a contaminação do vírus, o que torna este primeiro caso importado. A vítima retornou de viagem no dia 15 de janeiro, após um período de quase 30 dias na cidade mato-grossensense. Ainda conforme informações do setor de Endemias, a doença foi confirmada após exames e a Saúde só aguarda o laudo oficial, que deve ficar pronto nos próximos dias.

No mesmo período do ano passado, foram confirmados 1.175 casos da doença, sendo seis com complicações e sete de dengue hemorrágica. O índice de infestação do mosquito Aedes aegypti era de 5,9 em janeiro de 2011. Neste ano, o índice é de 1,7.

Apesar do avanço positivo no controle da doença, Belisário afirma que a cidade ainda está em estado de alerta. "Vamos continuar com os mutirões, fiscalização e medidas mais enérgicas para evitar uma nova epidemia de dengue na cidade", diz Belisário.

Colaborou Patrícia Alves.

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