Albari RosaFuncionário da farmácia mostra o galão que Sibila jogou contra o ladrãoA comerciante Sibila Pie, 48 anos, tomou um susto durante a tentativa de assalto à sua farmácia ontem, mas deu um susto maior no ladrão. Nem mesmo o assaltante esperava a reação da comerciante, que carregava um tambor de plástico de 30 litros quando o homem entrou armado farmácia adentro. Sibila, uma das donas da Farmanilquima, que fica na Rua Brasílio Itiberê, 1.231, no bairro Prado Velho, não teve dúvidas. Passou a gritar e xingar o assaltante e jogou o tambor contra o revólver que ele segurava na mão. ‘‘Eu dizia: ‘ei, o que você está fazendo. Não pode entrar aqui. Suma daqui. Ele se desequilibrou e fugiu’’, contou ela.
Calma e sorridente, a comerciante afirmou que não pensou na reação. ‘‘Agi sem pensar. Fiquei com raiva dele. A gente fica aqui, trabalhando o dia inteiro, para vir um cara assaltar’’, disse. Segundo ela, ao receber o impacto do galão, o assaltante disparou um tiro de revólver. O disparo não atingiu nenhum dos funcionários nem os quatro clientes que estavam na farmácia. A bala atingiu o chão e furou algumas toalhas brancas, que são vendidas na farmácia de manipulação. Após sair do estabelecimento, o ladrão teria feito outro disparo, mas o projétil não foi encontrado pela polícia.
O assaltante fugiu em um carro, não descrito pela vítima, sem levar nenhum tostão. No volante do carro estava outro assaltante. Esse foi o promeiro assalto à farmácia da família de Sibila, que funciona no mesmo local há 40 anos. ‘‘Foi um susto horrível’’, afirmou ela. Apesar disso, duas horas depois do assalto, o clima na farmácia era o melhor possível. Funcionários e clientes riam do assalto frustrado. (J.A.)

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