Os autores do relatório da Comissão Especial de Inquérito da Câmara propõem que a sociedade civil exija da polícia uma ação concreta para combater a prostituição infantil. ‘‘Podem ser instalados telefones especiais que funcionem 24 horas por dia na Secretaria de Ação Social e na Delegacia para receber denúncias sobre prostituição infantil’’, diz Lygia Pupatto.
A vereadora conta que muitas meninas são violentadas dentro de casa e estimuladas pela família para se prostituir. ‘‘A prostituição infantil não é simplesmente um problema policial. É antes de tudo um problema social. A desestruturação da família e as dificuldades financeiras tornam a prostituição um atrativo para crianças e adolescentes.’’
De acordo com o relatório da Comissão da Câmara, a sociedade deve oferecer alternativas para essas meninas, como casas-lares, para onde poderiam ser levadas; vagas extras nas escolas; atividades de esporte e lazer nos fins de semana. Outra sugestão é que o Estatuto dos Direitos da Criança e do Adolescente faça parte dos currículos dos cursos de formação para policiais.
A partir da entrega do relatório começou a tramitar na Câmara um projeto de lei que proíbe a veiculação nos jornais de Londrina de mensagens ou propagandas de empresas que ofereçam serviços de massagens, saunas, acompanhantes, garotas de programa, de telefones para fins eróticos e outras atividades afins sem a identificação do nome de fantasia da empresa e sua razão social, endereço completo, números do alvará de licença e do Cadastro Geral de Contribuintes.
Os vereadores justificam a medida no relatório: ‘‘Toda empresa séria e com propósitos lícitos deve proceder de forma transparente. Seus comunicados ou comerciais devem ser perfeitamente identificados para não deixar dúvida de que está com um trabalho profissional, ético e legal.’’
(Carina Paccola)

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