Um conjunto de 40 propostas de políticas públicas municipais que habilitam o município a se consolidar como pólo tecnológico foi aprovado no encerramento da 1 Conferência Municipal de Ciência e Tecnologia, promovida pelo Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia, ocorrida na última sexta-feira em Londrina. Entre as principais propostas está a criação de uma instância de ciência e tecnologia que fará com que o município ganhe maior competitividade.
''Essa instância pode ser criada pela administração direta ou indireta no sentido de dotar o município de um departamento ou diretoria de ciência e tecnologia. Hoje, o município tem algumas ações nesta área, realizadas pela Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e pela Secretaria de Planejamento, porém, é importante que haja uma organização com a criação de um departamento ou diretoria específicas sobre o tema'', observa o presidente do Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia, Dimas Soares Júnior.
Segundo ele, que é também pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), existem na cidade fontes importantes de pesquisa, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Iapar, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e uma quantidade de pessoas que podem fazer com que Londrina ganhe um diferencial.
Entre as popostas aprovadas, está também a operacionalização do Fundo Municipal de Ciência e Tecnologia, criado em 2003 por lei (junto com o Conselho Municipal), mas que até hoje não funciona.
Outras propostas que apóiam os programas de disseminação da ciência e tecnologia também foram amplamente discutidas e aprovadas na conferência. Entre elas, o pesquisador destaca formas de fazer com que os jovens dos ensinos fundamental e médio tenham contato com a produção científica e tecnológica. ''Além de ser uma forma de termos cidadãos conscientes, poderemos desenvolver talentos nesta área'', explica Soares.
Para Dimas Soares Júnior, criando um departamento de ciência e tecnologia, a prefeitura poderá atuar como agente articulador, estabelecendo estratégias para o desenvolvimento tecnológico. ''Atualmente cada uma das instituições (UEL, Iapar e Embrapa) tem suas pesquisas, o que o conselho propõe é que a prefeitura se torne um ator no sentido de fazer esta articulação'', comenta o presidente da entidade, lembrando que os investimentos em ciência e tecnologia trazem vantagens significativas para a cidade, como a geração de mão-de-obra qualificada e maior competitividade.

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