Propostas do governo racham assembléia
Propostas do governo
racham assembléia
Divergências entre 1º e 2º graus adiam decisão sobre o CTI
Áureo Nogueira
Divergência de interesses, principalmente entre pais e estudantes de 1º e de 2º graus, provocou um racha na assembléia realizada ontem à noite pela Associação de Pais e Mestres (APM) do Colégio Estadual Maria Castaldi, no Jardim Bandeirantes (zona oeste de Londrina). A assembléia discutiu propostas do governo do Estado para a implantação, no colégio, do Centro Tecnológico Industrial (CTI). A assembléia terminou às 21h30.
A polêmica teve início quando o governo do Estado anunciou a transferência dos 1.608 estudantes para outras escolas do centro e de bairros distantes, para a implantação naquele prédio do CTI.
Por conta da reação da comunidade do bairro, houve sexta-feira, em Curitiba, uma reunião do diretor do colégio, Carlos Augusto Mungo Genis, o presidente da APM, Cirlando do Carmo César, a chefe do Núcleo Regional de Ensino, Maria Genoveva Belucci, e o vice-prefeito Alex Canziani com o secretário estadual de Educação, Ramiro Wahrhaftig. Na assembléia de ontem, o presidente da APM fez um relato das negociações realizadas em Curitiba e apresentou a proposta do secretário. Para a Secretaria de Educação, há três possibilidades. A primeira, implantação em agosto do CTI integrado com o 2º grau do colégio Castaldi. Por essa proposta, os estudantes de 5ª a 8ª série seriam transferidos para o Colégio Estadual Antônio Moraes de Barros, no mesmo bairro.
A segunda proposta sugere a instalação do CTI somente no próximo ano. Assim, os estudantes do 1º e do 2º grau concluiriam este ano letivo no Castaldi. Os alunos de 5ª a 8ª série seriam transferidos para o Moraes de Barros somente no ano que vem. Entretanto, haveria a perda de um semestre no funcionamento do Centro Tecnológico.
Já a terceira opção é mais radical. Segundo a proposta da Secretaria de Educação, os estudantes de 1º e 2º graus do Maria Castaldi continuariam estudando como estão, mas o CTI seria transferido para outro local na região de Londrina. A proposta representa uma ameaça de o CTI ser transferido para outro município.
A apresentação das propostas provocou reações de pais, estudantes, professores e funcionários. A principal divisão se deu entre os interessados nos 1º e no 2º graus. Os vinculados ao 2º grau não sofreriam mudança de prédio, pois continuariam no Castaldi e seriam integrados ao CTI. Mas os pais, estudantes, professores e funcionários da 5ª a 8ª série sofreriam as consequências da mudança. Por causa do racha, o presidente da APM decidiu convocar outra assembléia para amanhã, às 19 horas. Houve divergência de intreresses e os nervos ficaram exaltados durante essa reunião. Então, decidimos convocar outra assembléia para quarta-feira na tentativa de encontrar o consenso, afirmou Cirlando César.





