Londrina - Almir Escatambulo, assessor especial da pessoa com deficiência da Prefeitura de Londrina, destaca que foi solicitado à Copel que tome providências em relação aos problemas de acessibilidade causados pelos superpostes. "Constatamos que não será possível retirar os postes, mas a empresa se comprometeu a compensar o município de alguma forma. Existem lugares onde vai ser impossível adequar, porque os moradores também fizeram a calçada de forma errada ou porque a formação geológica não permite", lamenta.
Ele afirma que a acessibilidade ainda é uma questão complicada no município, já que muitas pessoas fizeram a instalação do piso tátil, mas não a adequação da calçada, que continua com o piso inadequado.
Escatambulo explica que as calçadas devem ser feitas com três metros de largura e, além do piso tátil, devem ter o calçamento adequado, segundo as normas estabelecidas pela prefeitura no Código de Posturas e uma faixa de grama, para permitir a absorção da água. Sobre a placa colocada pela prefeitura na Rua Solimões, o assessor disse que irá informar a secretaria de Obras, para que sejam tomadas providências.
Em nota, a Copel informou que "está trabalhando em conjunto com a Prefeitura de Londrina para alcançar soluções de acessibilidade. Na última semana, a prefeitura aprovou o relatório apresentado pela Copel com propostas de recuperação e compensação de calçadas, que será executado nas próximas semanas, juntamente com o decorrer da obra."
Sobre o corte de árvores, a empresa informa que o serviço de cortes e podas de árvores segue o disposto na Autorização Florestal – AF nº 20143, emitida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). "Como medida compensatória pelo corte de árvores para construção da linha de transmissão serão plantadas 744 novas mudas, no município. Outras 1.250 mudas já foram plantadas nas proximidades do Lago Igapó 3, em uma área de 7.500 metros quadrados, como medida compensatória à construção da subestação no Jardim Maringá."
Celina Ota, diretora de aprovação de projetos da Secretaria de Obras, confirmou que o relatório da Copel já foi aprovado e agora devem se iniciar as obras, mas que não há um prazo determinado para finalização. Sobre as calçadas de outros imóveis, a diretora aponta que no ano passado foram emitidas várias notificações, não só no quadrilátero central mas em toda a cidade. "Estaremos retomando essas notificações, porque os proprietários de imóveis tinham um prazo legal para defesa. Aqueles que estiverem irregulares serão multados", afirmou.

Denúncias
O cidadão que quiser fazer alguma denúncia sobre calçadas irregulares deve entrar no site da prefeitura (www.londrina.pr.gov.br) , ir até o campo "SIP", no pé da página e clicar em "protocolo de processos online", onde irá formalizar a denúncia após inserir seu número de CPF. "Tínhamos muitas denúncias vazias e por isso pedimos que as pessoas se identifiquem", justificou Celina.
Simone Vecchiatti, gerente de Projetos Urbanísticos e Edificações do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), explicou que já está em negociação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) um projeto para revitalização dos lagos.
"O projeto Parque Linear do Ribeirão Cambé abrange o Ribeirão Cambé e seus afluentes, como o Córrego do Rubi. Nessas áreas estão previstas além de calçadas com acessibilidade, também os equipamentos de lazer, como academia ao ar livre, campo de futebol, playground. Ainda não temos uma data exata para recebermos os recursos, mas as negociações estão avançadas e a previsão é de iniciarmos as obras em 2015", pontuou. (E.G.)

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