O anúncio do acordo com o Ministério dos Transportes para a implantação do metrô em Curitiba deve trazer à tona novas discussões sobre propostas alternativas do modal de transporte, que contrariam o projeto apresentado pela prefeitura. O assunto já foi alvo de muita polêmica há dois anos, quando o município apresentou uma primeira proposta do sistema de transporte coletivo.
O vereador da bancada de oposição na Câmara de Curitiba, Jorge Samek (PT), diz que não é contrário à idéia do metrô e acha até que é um modal necessário para atender a demanda do transporte coletivo. O que Samek critica é a pouca discussão em torno do projeto, que está sendo apresentado pela prefeitura como o mais moderno da América Latina. ''Pode ser o melhor do mundo, mas foi feito entre quatro paredes'', afirmou.
Samek defende o envolvimento de outros segmentos como universidades e entidades ligadas à gestão e planejamento urbano e, também, com outras capitais que já adotaram o metrô. Para o vereador, a implantação do metrô na BR-116 não resolve por completo o problema do transporte coletivo da Capital. ''Favorece a integração com a região metropolitana e desafoga um pouco o sistema atual, mas não resolve'', completou.
O ex-deputado Luiz Forte Neto (PSDB), candidato derrotado nas últimas eleições para prefeito, defende que a implantação se dê seguindo o que já previa o plano diretor de Curitiba de adotar o sistema, aproveitando os eixos estruturais (canaletas do expresso).
Para o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Luís Henrique Cavalcanti Fragomeni, ''é uma traição ao plano diretor e ao curitibano'' porque o metrô deveria contemplar os grandes eixos estruturais, que é onde está a grande densidade demográfica da cidade. Ele avalia que, além de atender a grande demanda de passageiros, o metrô nas canaletas proporcionaria uma revitalização da área central de Curitiba e garantiria um ganho em qualidade ambiental.

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