Proposta será analisada
A secretária municipal de Saúde de Campo Mourão, Rosemeire do Carmo Martelo, disse que não pode deixar de atender quem procura o sistema público de saúde. Se os pacientes estão trocando o serviço privado pelo público é porque há credibilidade no trabalho realizado pelo município. Ela negou que a prefeitura dê medicamentos para pessoas que possam comprá-los.
‘‘As pessoas atendidas pela farmácia especial passam por uma triagem que inclui até visitas às suas casas. Às vezes o remédio custa só R$ 2,00 mas a pessoa não tem dinheiro nem para isso’’, comentou. O programa atende hoje cerca de 200 pessoas em Campo Mourão e pelo menos outras 60 aguardam na fila. O remédio mais comumente distribuído é o Capturil, usado no combate à hipertensão, que custa R$ 24,98.
Rosemeire diz que a prefeitura poderia até acabar com a farmácia especial, mas isso aumentaria os gastos com internações. Das reclamações dos médicos, ela concorda apenas com o uso errado do Posto de Saúde 24 Horas. ‘‘O posto deveria atender só casos de urgência e emergência. Mas já tentamos trabalhar com o sistema de triagem e os resultados não foram satisfatórios’’.
O prefeito Tauillo Tezelli (PPS) informou ontem que vai estudar as reclamações e as sugestões dos médicos. Porém, não concorda que o atendimento da prefeitura esteja prejudicando farmácias e consultórios particulares. (S.S.)

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